I – Breve Resumo da História Dentro dos ciclos cavalheirescos da idade média, um dos mais complexos, pelo seu fecundo simbolismo e a sua inter-relação com outros mitos e lendas, é o chamado Ciclo do Graal. As raízes da lenda perdem-se na história. Segundo a tradição ocidental, o Graal tinha sido talhado pelos Anjos em uma esmeralda que se desprendeu da fronte de Lúcifer, no momento de sua queda. Pela própria origem, encontramos um paralelo entre o Graal e o Conhecimento. Lúcifer é o portador da luz, velho mito que encontramos disseminado por muitos pontos da Terra (desde a Grécia com Prometeu, até a China com Sui-Yon). Os seus protagonistas são seres que trazem à humanidade o Fogo e a Luz, símbolos do Conhecimento. O fato de a Esmeraldo estar na fronte vincula-se com o misterioso “Olho de Dagma” ou “Terceiro Olho” da tradição hindu e tibetana, que nos fala de épocas remotas em que existia na fronte um olho com o poder de penetração na matéria e permitia a clariv...
O MITO Os mitos são histórias sagradas , pertencentes ao domínio do divino e formam parte do simbolismo universal. Como formas sublimes, relacionam-se com o ser humano desde a sua mais tenra idade. O mito e o simbolismo como um todo são uma semente e, ao mesmo tempo, uma fórmula acabada. Como semente é a intuição que chega de forma direta ao coração humano e cresce como linguagem simbólica, ou seja, da imaginação. De acordo com o Professor Michel Echenique, os fatores componentes da fórmula do mito são: a medida, a proporção, o ritmo e a harmonia. Isso permite o desenvolvimento das ciências como a matemática, a estereometria e a dialética, entre outras. Este mito em particular sofreu, através do tempo, uma série de transformações. Talvez, a m...
Os Doze Trabalhos de Hércules, remete-nos à necessidade de abordarmos duas questões antes de iniciarmos o tema propriamente dito. 1. Mito A primeira delas, referente ao significado do mito. O que é o mito? A mitologia? O símbolo? No dizer de Francisco Andrés Taboada, estudar as antigas tradições é algo apaixonante, mas de modo algum se deve pensar que os deliciosos contos e lendas de heróis e fadas sejam apenas fantasias destinadas a alimentar a imaginação infantil. Há, em cada um deles, uma essência oculta, algo velado que porta um conhecimento. A grande aventura é lançar-se em busca do enigma que subjaze no interior da lenda. Mas não se deve pensar que seja tarefa fácil extrair segredos do mais profundo abismo, aquilo que é enigma do símbolo. Diz, ainda, o autor que é preciso estabelecer um diálogo com os mitos e as lendas. É preciso saber que desde o começo da investigação, eles permanecerão na mente do investigador de forma quase constante, o qual não deve privar-se ...
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