terça-feira, 30 de dezembro de 2014

A Universalidade da Compaixão - Dalai Lama


Podemos questionar se o valor da compaixão, de um coração compassivo é universal. Eu acredito que todos os seres humanos têm o mesmo potencial. Basicamente, o ser humano é voltado para a vida e comunidade. Assim, a semente da compaixão está lá, a semente do trabalho em conjunto está lá. É da natureza humana trabalhar em conjunto. O individualista não pode sobreviver.

As abelhas também são animais sociais. Não há polícia, não há um estado, no entanto trabalham em conjunto. Uma abelha não pode ser individualista. Mas, diferentemente dos outros animais sociais, o ser humano tem a capacidade de se votar ao altruísmo ilimitado. Temos a semente da compaixão dentro de nós. Todos nós.

Quando vemos os benefícios de uma mente compassiva, e o mal de uma mente não compassiva, é fácil ver a diferença. Então, voluntariamente iremos analisar cada vez mais, mudar cada vez mais a nossa atitude. E assim, dia após dia, mudamos.

O treinamento da mente não pode ser imposto a ninguém. É preciso que nós mesmos vejamos os benefícios. Pense sobre o que o ódio traz para sua vida, para sua saúde, para as pessoas que estão à sua volta. Pense sobre a compaixão e o que traz. E assim, teremos o ímpeto de cultivar certos valores, e rejeitar outros.

Dessa maneira crescemos a cada dia, mas se não fazemos nada para reduzir nosso ódio e cultivar a compaixão tudo ficará como está, a semente nunca irá germinar.

Normalmente nossos problemas nascem de percebermos apenas o nível das aparências, e não a realidade. Ficamos no nível das aparências, e com base nelas fazemos o nosso julgamento. Também nos concentramos na felicidade de curto prazo, e não na de longo prazo.

#casadeeuterpe   #dalailama   #compaixão

"Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos - Paulo de Tarso



"Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o bronze que soa ou como o címbalo que retine. Ainda que eu tenha o dom de profetizar e conheça todos os mistérios e toda a ciência; ainda que eu tenha tamanha fé, a ponto de transportar montes, se não tiver amor, nada serei. E ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres e ainda que entregue o meu próprio corpo para ser queimado, se não tiver amor, nada disso me aproveitará. O amor é paciente, é benigno; o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor jamais acaba; mas, havendo profecias, desaparecerão; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, passará; Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; porém o maior destes é o amor."


1 Coríntios 13:1-13

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Construir em Vez de Combater - Agostinho da Silva


Creio que uma das atitudes fundamentais do homem humano deve ser a de reconhecer em si, numa falta de compreensão ou numa falta de ação, a origem das deficiências que nota no ambiente em que vive; só começamos, na verdade, a melhorar quando deixamos de nos queixar dos outros para nos queixarmos de nós, quando nos resolvemos a fornecer nós mesmos ao mundo o que nos parece faltar-lhe; numa palavra, quando passamos de uma atitude de pessimista censura a uma atitude de criação otimista, otimista não quanto ao estado presente, mas quanto aos resultados futuros. O mesmo terá já dado um grande passo para impedir os ataques, quando aceitar que só puderam existir porque a sua ação não foi o que deveria ter sido; quando se lembrar ainda de que toda a sua coragem se não deve empregar a combater, mas a construir.

#casadeeuterpe   #agostinhodasilva   #construção   #otimismo   #ação

A Força da Vontade - Agostinho da Silva

Tudo vence uma vontade obstinada, todos os obstáculos abate o homem que integrou na sua vida o fim a atingir e que está disposto a todos os sacrifícios para cumprir a missão que a si próprio se impôs. Atento ao mundo exterior, para que não falte nenhuma oportunidade de pôr em prática o pensamento que o anima, não deixa que ele o distraia da tensão interna que lhe há-de dar a vitória; tem os dotes do político e os dotes do artista, quer modelar o mundo segundo o esquema que ideou. Não se trata, claro, de um triunfo pessoal; em história da cultura não há triunfos pessoais; ou a vontade é pura e generosa, nitidamente orientada ao bem geral, ou mais cedo, mais tarde, se há-de quebrar contra vontades de progresso mais fortes que ela. Que o querer tenha sua origem e seu apoio em coração aberto à nobreza, à beleza e à justiça; de outro modo é apenas gume fino e duro de faca; por isso mesmo frágil, na sua aparente penetração e resistência. Vontade inteligente, e não manhosa, altruísta, e não virada ao sujeito, pedagógica, e não sedenta de domínio; a esta pertencem os séculos por vir: é a voz a que surgem; a outra estabelece os muros que ainda tentam defender o passado.


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segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Que é Ser Feliz? - Huberto Rohden


Felicidade – é este o clamor de toda a creatura.
Todo o resto é meio – somente a felicidade é um fim.
Ninguém deseja ser feliz para algo – quer ser feliz para ser feliz.
A felicidade é a suprema auto-realização do ser.
Que é ser feliz?
Ser feliz é estar em perfeita harmonia com a constituição do Universo, seja consciente, seja inconscientemente.
A natureza extra-hominal é inconscientemente feliz, porque está sempre, automaticamente, em harmonia com o Universo.
Aqui na terra, somente o homem pode ser conscientemente feliz – e também conscientemente infeliz.
A natureza possui, por assim dizer, uma felicidade neutra, ou inconsciente – o homem pode possuir uma felicidade positiva ou uma infelicidade negativa. Com o homem começa a bifurcação da linha única da natureza; começa o estranho fenômeno da liberdade no meio da universal necessidade.
A natureza só conhece um dever compulsório.
O homem conhece um querer espontâneo, seja rumo ao positivo, seja rumo ao negativo.
O desejo universal é a felicidade – e, no entanto, poucos homens se dizem felizes. A imensa maioria da humanidade tem a potencialidade ou possibilidade de ser feliz – poucos têm a felicidade atualizada ou realizada. Poder-ser-feliz é uma felicidade incubada, porém não nascida – ser-feliz é uma felicidade eclodida.
Qual a razão última por que muitos homens não são felizes, quando o poderiam ser?
Passam a vida inteira, 20, 50, 80 anos marcando passo no plano horizontal do seu ego externo e ilusório – nunca mergulharam nas profundezas verticais do seu Eu interno e verdadeiro. E, quando a sua infelicidade se torna insuportável, procuram atordoar, esquecer, narcotizar temporariamente esse senso e
infelicidade, por meio de diversos expedientes da própria linha horizontal, onde a infelicidade nasceu. Não compreendem o seu erro de lógica e matemática: que horizontal não cura horizontal – assim como as águas dum lago não movem uma turbina colocada ao mesmo nível. Somente o vertical pode mover o horizontal – assim como somente as águas duma cachoeira podem mover uma turbina.
Quem procura curar os males do ego pelo próprio ego, comete um erro fatal de lógica ou de matemática. Não há cura de igual a igual – mas tão-somente de superior para inferior, de vertical para horizontal.
Camuflar com derivativos e escapismos a infelicidade não é solucionar o problema; é apenas mascará-lo e transferir a infelicidade para outro tempo – quando a infelicidade torna a se manifestar com dobrada violência.
Remediar é remendar – não é curar, erradicar o mal.
A cura e erradicação consiste unicamente na entrada numa nova dimensão de consciência e experiência. Não consiste numa espécie de continuísmo – mas sim num novo início, numa iniciativa inédita, numa verdadeira iniciação.
Não se trata de “pôr remendo novo em roupa velha”, na linguagem do Nazareno; trata-se de realizar a “nova creatura em Cristo”, que é a transição da consciência do ego horizontal e ilusório para a consciência do Eu vertical e verdadeiro.
Todos os mestres da humanidade afirmam que a verdadeira felicidade do homem, aqui na terra, consiste em “amar o próximo como a si mesmo”. Ou então em “fazer aos outros o que queremos que os outros nos façam”.
Existe essa possibilidade de eu amar meu semelhante assim como me amo a mim mesmo?
Em teoria, muitos o afirmam – na prática poucos o fazem.
Donde vem essa dificuldade?
Da falta de verdadeiro auto-conhecimento. Pouquíssimos homens têm uma visão nítida da sua genuína realidade interna; quase todos se identificam com alguma facticidade externa, com o seu ego físico, seu ego mental ou seu ego emocional. E por esta razão não conseguem realizar o amor-alheio igual ao amor-próprio, não conseguem amar o seu próximo como se amam a si mesmo. Alguns, num acesso de heróica estupidez, tentam amar o próximo em vez de si mesmos, o que é flagrantemente antinatural, como também contrário a todos os mandamentos dos mestres da humanidade. Todos sabem que o amor-próprio de todo o ser vivo é a quintessência do seu ser; nenhum ser vivo pode
existir por um só momento sem se amar a si mesmo; esse amor-próprio é idêntico à sua própria existência.
Amor-próprio não é necessariamente egoísmo. Egoísmo é um amor-próprio exclusivista, ao passo que o verdadeiro amor-próprio é inclusivista, inclui todos os amores-alheios no seu amor-próprio, obedecendo assim ao imperativo da natureza e à voz de todos os mestres espirituais da humanidade.
Enquanto o homem marca passo no plano horizontal do seu ego, pode haver em sua vida guerra e armistício – mas nunca haverá paz. Armistício é uma trégua entre duas guerras; é uma guerra fria do ego, que amanhã pode explodir em guerra quente. O ego ignora totalmente o que seja paz. O ego de boa vontade assina armistícios temporários, o ego de má vontade declara guerra de maior ou menor duração – mas nem este nem aquele sabe o que seja paz.
Em vésperas da sua morte, disse o Nazareno a seus discípulos: “Eu vos dou a paz, eu vos deixo a minha paz.” E, para evitar qualquer confusão entre paz e armistício, logo acrescentou: “Não dou a paz assim como o mundo a dá. Eu vos dou a paz para que minha alegria esteja em voz, seja perfeita a vossa alegria, e nunca ninguém tire de vós a vossa alegria.”
Paz e alegria duradouras nada têm que ver com guerra e armistício, que são do ego, de boa ou má vontade; a paz e a alegria permanentes são unicamente do Eu divino no homem.
E onde não houver paz e alegria permanentes não há felicidade.
Onde não há auto-conhecimento, experiência da realidade divina do Eu espiritual, não há felicidade, paz, alegria. Enquanto o homem conhece apenas o seu ego físico-mental-emocional, vive ele no plano da guerra e do armistício; quando descobre o seu Eu espiritual, faz o grande tratado de paz e de alegria no templo da Verdade Libertadora.
Armistício, certamente, é melhor que guerra – mas não é paz, e por isto não garantem felicidade duradoura ao homem.
Por isto, o homem, no plano da guerra e do armistício infelizes, procura por todos os modos esquecer-se, por umas horas, por uns dias, por umas noites da sua falta de felicidade, dando caça desenfreada a todas as diversões; uns se narcotizam com dinheiro, negócios, comércio, indústria; com ciências e artes; outros ainda se embriagam com luxúria sexual, com álcool, e outros entorpecentes; outros, os mais ricos, viajam de país em país, de mar em mar, e, enquanto assim se esquecem da sua infelicidade, julgam ser felizes.
Praticam, no mundo espiritual, o mesmo charlatanismo que praticam no mundo material: reprimem os sintomas do mal, por meio de anestésicos e analgésicos
e nunca chegam a erradicar a raiz do mal, que seria o auto-conhecimento, e a subsequente auto-realização, que lhes dariam saúde e paz definitivas.
* * *
Os mestres também deixaram perfeitamente claro que esta paz durável, sólida, dentro do homem e entre os homens, não é possível no plano meramente horizontal do ego para ego, mas exige imperiosamente a superação desse plano, o ingresso na ignota zona da verticalidade do Eu. Os grandes mestres, sobretudo o Cristo, não convidaram os seus discípulos apenas para passarem de um ego de má vontade (vicioso) para um ego de boa vontade (virtuoso) – a mensagem central de todos os mestres tem caráter metafísico, ontológico, cósmico; é a transição de todos e quaisquer planos horizontais-ego para a grande vertical do Eu da sabedoria, do “conhecimento da Verdade Libertadora”. Quase todas as nossas teologias fazem crer que os mestres, e sobretudo o divino Mestre, tenha convidado os homens apenas para passarem da viciosidade para a virtuosidade – quando eles os convidaram para uma zona infinitamente além do vicioso e do virtuoso – para a região suprema da sabedoria, da compreensão do seu Eu divino, que eles chamam Pai, Luz, Reino, Tesouro, Pérola preciosa...
O ego de boa vontade é, certamente, melhor que o ego de má vontade – mas somente o Eu sapiente é que está definitivamente remido de todas as suas irredenções e escravidões. Somente a Verdade, intuída e vivida, é que dá libertação real e definitiva.
A felicidade, a alegria, a paz – são os frutos da Verdade Libertadora.

In O Caminho da Felicidade

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Harmonia Cósmica dos Grandes Gênios Religiosos - Huberto Rohden


Escreve o filósofo Erich Fromm, em seu livro Psychoanalysis and Religion:

“Quando tentamos dar um quadro da atitude humana que serve de substrutura ao pensamento de Lao-Tse, de Buda, dos Profetas, de Sócrates, de Jesus, de Spinoza e dos filósofos do Esclarecimento, fere-nos a atenção o fato de que, não obstante notáveis diferenças, existe um centro de idéias e normas comuns em todos esses ensinamentos. Sem pretendermos apresentar uma formulação completa e precisa, passaremos a descrever, aproximadamente, esse centro comum:


1) deve o homem esforçar-se para atingir a verdade, e o homem só pode ser plenamente humano na proporção que realizar essa sua missão;

2) deve o homem ser independente e livre, um fim em si mesmo, e não um meio para os propósitos de quem quer que seja;

3) deve estabelecer entre si e seus semelhantes uma relação de amor; se lhe faltar o amor, não passará de um invólucro vaio (empty shell), mesmo que possuísse todo o poder, todas as riquezas e toda a inteligência;

4) deve conhecer a diferença entre o bem e o mal, e deve aprender a ouvir a voz da consciência e tornar-se capaz de segui-la".

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O Cosmos é Indivisível - Huberto Rohden

Art by Edward Burne-Jones


Escreve o grande cientista contemporâneo, Dr. Gustavo Stromberg: “Temos razões para crer que todos os atributos do cosmos sejam interrelacionados e formem um Todo unificado. O cosmos em si mesmo é um e indivisível; e é devido a uma peculiaridade da nossa mente e do nosso sistema nervoso que o apreendemos na forma de categorias (quer dizer: fenômenos concretos).
Matéria, vida e consciência têm as suas raízes num mundo além de tempo e espaço.”


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Espelho ou Janela? - Huberto Rohden


O profano egoísta acha-se no meio duma sala cujas paredes são espelhos, como no célebre museu de Grevin, de Paris; para onde quer que ele se volte, só vê o seu Eu, sempre seu próprio Eu – isto é, o seu pseudo-Eu físico-mental que ele erroneamente identifica com o seu verdadeiro Eu espiritual. Que admira que esse homem fique egocêntrico?
De repente, enojado desse Eu, quebra um dos espelhos-parede e abre caminho para o mundo objetivo! E fica livre da obsessão do seu estreito egocentrismo. 

Abriu uma janela!

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Fé - Huberto Rohden


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"Quem tudo compreende tudo ama - Huberto Rohden

Art by Christian Schloe
Quem tudo compreende tudo ama.

Quem tudo ama tudo pode.

Compreender, amar e poder – essas três coisas são na realidade uma só.

Enquanto o homem ignora qualquer coisa não ama ainda integralmente, porque o seu amor está limitado àqueles seres que se acham dentro do luminoso círculo da sua compreensão, ao passo que os outros seres que ficam fora dessa zona de compreensão não são nem podem ser objetos do seu amor.

Amor universal supõe compreensão universal.

E uma vez que o homem tudo compreende e tudo ama – que limite poderia haver ainda para o seu poder?

Se sem limites é o seu compreender e o seu amor, sem limites tem de ser, necessariamente, o seu poder.

Huberto Rohden in "Assim Dizia o Mestre"

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Assim Dizia o Mestre - Huberto Rohden


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Tua Alma - Huberto Rohden


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De Alma para Alma - Huberto Rohden


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Desafio - Carlos Castañeda


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Conocimiento - Carlos Castañeda


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Coraje - Eduardo Galeano


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Cambiar el mundo - Eduardo Galeano


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Corpo - Eduardo Galeano


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Cambio - Eduardo Galeano


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Historias - Eduardo Galeano


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Estado Civil - Casa de Euterpe


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sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Sonhos - Rubem Alvez


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Esperança - Mário Quintana


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O Que o Vento Não Levou - Mário Quintana


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"Bendito o que inventou o truque... - Mário Quintana


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Receita de Ano Novo - Carlos Drummond de Andrade


Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)

Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.

Carlos Drummond de Andrade

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Carta de Ano Novo - Emmanuel


Ano Novo é também oportunidade de aprender, trabalhar e servir. O tempo como paternal amigo, como que se reencarna no corpo do calendário, descerrando-nos horizontes mais claros para necessária ascensão.
Lembra-te de que o ano em retorno, é novo dia a convocar-te para a execução de velhas promessas que ainda não tivestes a coragem de cumprir.
Se tens inimigos faze das horas renascer-te o caminho da reconciliação.
Se foste ofendido, perdoa, a fim de que o amor te clareie a estrada para frente.
Se descansaste em demasia, volve ao arado de tuas obrigações e planta o bem com destemor para a colheita do porvir.
Se a tristeza te requisita esquece-a e procura a alegria serena da consciência tranquila no dever bem cumprido.
Ano Novo! Novo Dia!
Sorri para os que te feriram e busca harmonia com aqueles que te não entenderam até agora.
Recorda que há mais ignorância que maldade em torno de teu destino.
Não maldigas nem condenes.
Auxilia a acender alguma luz para quem passa ao teu lado, na inquietude da escuridão.
Não te desanimes nem te desconsoles.
Cultiva o bom ânimo com os que te visitam dominados pelo frio do desencanto ou da indiferença.
Não te esqueças de que Jesus jamais se desespera conosco e, como que oculto ao nosso lado, paciente e bondoso, repete-nos de hora a hora: - Ama e auxilia sempre. Ajuda aos outros amparando a ti mesmo, porque se o dia volta amanhã, eu estou contigo, esperando pela doce alegria da porta aberta de teu coração.


Emmanuel

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Dica de Leitura - A Chave dos Grandes Mistérios - Eliphas Levi


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Fé - Eliphas Levi

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Direito e Dever - Eliphas Levi


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Coragem - Eliphas Levi


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Dica de Leitura - Mitologia Grega - Junito Brandão

Tido como maior mitólogo brasileiro, Junito de Souza Brandão (1924-1995) foi um professor e escritor brasileiro, autor de várias obras. Bacharel em Letras Clássicas pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade do Estado da Guanabara, estudou Arqueologia, Epigrafia e História da Grécia na Universidade de Atenas. Mais tarde, também fez graduação em Direito. Lecionou na PUC-Rio, onde criou a cátedra de Mitologia Grega e Latina em 1960 – iniciativa pioneira em universidades brasileiras. Em sua produção literária, destacam-se as obras “Teatro Grego: Tragédia e Comédia”, “Mitologia Grega” (em três volumes) e “Os Idílios de Teócrito e as Bucólicas de Vergílio”. Junito Brandão também publicou importantes dicionários, livros didáticos, como “Latim para o Ginásio”, e traduções do grego, como “A Rãs”.


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terça-feira, 23 de dezembro de 2014

O Brilho do Natal - Ivan de Albuquerque


Brilha, de novo, o Natal de Jesus no mundo!

A manjedoura, a estrela, os pastores felizes.
Chega o Mestre trazendo novas diretrizes,
Enaltecendo o bem, o trabalho e o amor,
Ensina, cura e canta o subido valor
Do sal que à Terra empresta sabor profundo.

Brilha um novo Natal com seus novos matizes,
E a busca de Jesus pelo agasalho humano
Incansável prossegue, ainda que seja um pano
Como a mais sincera oferta dos corações.
Busca alcançar as almas, famílias, nações,
Onde a ventura possa, então, deitar raízes.

Brilha agora o Natal com pujante vigor,
Esparzindo esperanças na vida da gente,
Quando claudica a fé e a dor é renitente.
Convoca-nos, Jesus, à coragem sem jaça,
A mostrar que na Terra toda angústia passa
Para quem forja a fé nos empenhos do amor.

É que, esplêndido, o Natal brilha ano após ano,
Como sempre inspirando-nos benevolência,
Ao mesmo tempo a lhaneza e a doce paciência,
Para que junto ao lar ou no trabalho diário,
Noss'alma seja qual precioso relicário
Das blandícias do Céu em prol do ser humano.

Brilha o Natal, cada vez mais aconchegante,
A nos propor novos caminhos de prudência
Ante as mais graves decisões e, sem violência,
Tudo possamos resolver na luz do bem,
Seguindo assim, sem guardar mágoa de ninguém,
Bem junto à vibração de Jesus abençoante.

Brilha o Natal no imo da mais tosca choupana,
Como brilha no paço mais rico do mundo,
Para ensinar-nos, em verdade, que, no fundo,
Tem pouca importância a riqueza exterior,
Quando seguimos vinculados ao Senhor,
Cuja aura sublime todo o planeta irmana.

Ave, Senhor, ante o Teu berço recordado!
Ante Tua saga proclamada como um marco,
Diante do poderio humano, ingênuo e parco,
Que não resiste do tempo à força e à voragem.
Que o Teu augusto coração dê-nos coragem
De viver Teu Natal de íntimo renovado.

Brilha, de novo, o Natal de Jesus no mundo!
A manjedoura, a estrela e novas esperanças
De que aqui se implemente as sonhadas mudanças.
A Terra roga a Deus equilíbrio, equidade,
P'ra viver sob a luz do amor e da verdade,
Cada dia, com Cristo, o Natal mais fecundo.


Raul Teixeira. Pelo Espírito Ivan de Albuquerque. Mensagem psicografada pelo médium Raul Teixeira, em 22.9.2004, na Sociedade Espírita Fraternidade, Niterói-RJ. (fonte: www.feparana.com.br).


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Algo Mais no Natal - Emmanuel


Senhor Jesus!

Diante do Natal, que te lembra a glória da manjedoura, nós te agradecemos:
a música da oração;
o regozijo da fé;
a mensagem de amor;
a alegria do lar;
o apelo à fraternidade;
o júbilo da esperança;
a bênção do trabalho;
a confiança no bem;
o tesouro de tua paz;
a palavra da Boa Nova
e a confiança no futuro!…
Entretanto oh! Divino Mestre, de corações voltados para o teu coração, nós te suplicamos algo mais!…
Concede-nos, Senhor, o dom inefável da humildade, para que tenhamos a precisa coragem de seguir-te os exemplos!


XAVIER, Francisco Cândido. À Luz da Oração. Pelo Espírito Emmanuel. O Clarim.

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"Lembrai-vos" - Oração de S. Bernardo a Nossa Senhora - Casa de Euterpe


Lembrai-Vos, ó piíssima Virgem Maria,
que nunca se ouviu dizer
que algum daqueles
que têm recorrido à vossa protecção,
implorado a vossa assistência,
e reclamado o vosso socorro,
fosse por Vós desamparado.
Animado eu, pois, de igual confiança,
a Vós, Virgem entre todas singular,
como a Mãe recorro,
de Vós me valho e,
gemendo sob o peso dos meus pecados,
me prostro aos Vossos pés.
Não desprezeis as minhas súplicas,
ó Mãe do Filho de Deus humanado,
mas dignai-Vos
de as ouvir propícia
e de me alcançar o que Vos rogo. 
Amém.


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Dica de Filme - Jodhaa Akbar



Superprodução épico-musical de Bollywood, Jodhaa Akbar conta a história de uma aliança entre duas culturas e religiões, onde o Imperador muçulmano Jalaluddin Mohammad Akbar casa-se com a jovem e destemida Jodhaa, filha do Rei hindu Bharmal de Amer.
Um romance épico do século 16 que parte dos campos de batalha onde o jovem Jalaluddin é coroado, passando pelas conquistas que lhe deram o título de Akbar, o Grande.
Em seus esforços para fortalecer suas relações com os hindus, Akbar aceita desposar a bela e desafiante Jodhaa, sem saber que vai por sua vez embarcar numa nova jornada – a jornada do amor verdadeiro.

#casadeeuterpe   #filme   # jodhaaakbar

Dica de Filme - Um Ato de Liberdade


1941. Tuvia (Daniel Craig), Zus (Liev Schreiber) e Asael (Jamie Bell) são irmãos que, ao fugir da perseguição nazista aos judeus, se escondem em uma floresta que conhecem desde a infância. De início eles apenas pensam em sobreviver, mas à medida que seus atos de bravura se espalham diversas pessoas passam a procurá-los, em busca de liberdade. Tuvia assume a posição de líder mas é contestado por Zus, que teme que suas decisões os levem à morte.

#casadeeuterpe   #filme   #umatoadeliberdade

Dica de Filme - Cinema Paradiso


Nos anos que antecederam a chegada da televisão em uma pequena cidade da Sicília, o garoto Toto (Salvatore Cascio) ficou hipnotizado pelo cinema local e iniciou uma amizade com Alfredo (Philippe Noiret), projecionista que se irritava com certa facilidade, mas tinha um enorme coração. Todos estes acontecimentos chegam em forma de lembrança quando Toto (Jacques Perrin), agora um um cineasta de sucesso, recebe a notícia de que Alfredo faleceu.

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Dica de Filme -Incêndios



Jeanne (Mélissa Désormeaux-Poulin) e Simon (Marwan Maxim) são irmãos gêmeos e acabaram de perder a mãe, Nawal Marwan (Lubna Azabal). Eles vão ao escritório do notário Jean Lebel (Rémy Girard) para saber do testamento deixado por ela. No documento, Nawal pede que seja enterrada sem caixão, nua e de costas, sem que haja qualquer lápide em seu túmulo. Ela deixa também dois envelopes, um a ser entregue ao pai dos gêmeos e outro para o irmão deles. Apenas após a entrega de ambos é que Jeanne e Simon receberão um envelope endereçado a eles e será possível colocar uma lápide. Só que Jeanne e Simon nada sabem sobre a existência de um irmão e acreditavam que seu pai estava morto. É o início de uma jornada em busca do passado da mãe, que os leva até a Palestina.

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Dica de Filme - O Presente




Jason acabou de perder o avô bilionário que sempre odiou e estava certo de que não herdaria nada. Mas se enganou: Red Stevens (James Garner) deixou 12 tarefas para Jason, ao fim das quais ele será avaliado e, se merecer, terá direito ao que Red chama de o maior de todos os presentes. Cada uma dessas tarefas tem o objetivo de promover alguma mudança em Jason, mas nenhuma terá direito ao que Red chama de o maior de todos os presentes. Cada uma dessas tarefas tem o objetivo de promover alguma mudança em Jason, mas nenhuma terá tanta força quanto o encontro casual com a pequena Emily (Abigail Breslin).

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Dica de Filme - Tempero da Vida


Fanis (Markos Osse) é um garoto grego que vive em Istambul, na Turquia. Seu avô, Vassilis (Tassos Bandis), é um filósofo culinário que o ensina que tanto a comida quanto a vida precisam de um pouco de sal para ganhar sabor. Ao crescer Fanis (Georges Corraface) se torna um astrofísico, que usa seus dotes de culinária para temperar as vidas das pessoas que o cercam. Ao completar 35 anos ele decide deixar Atenas e retornar a Istambul, para reencontrar seu avô e também seu primeiro amor.

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Dica de Filme - A Voz do Coração


Pierre Morhange (Jacques Perrin) é um famoso maestro que retorna à sua cidade-natal ao saber do falecimento de sua mãe. Lá ele encontra um diário mantido por seu antigo professor de música, Clémente Mathieu (Gérard Jugnot), através do qual passa a relembrar sua própria infância. Mais exatamente a década de 40, quando passou a participar de um coro organizado pelo professor, que terminou por revelar seus dotes musicais.

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sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Oração de São Francisco



Senhor, fazei-me um instrumento de vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor,
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão
Onde houver discórdia, que eu leve a união,
Onde houver duvidas, que eu leve a fê,
Onde houver erro, que eu leve a verdade,
Onde houver desespero, que eu leve a esperança,
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria,
Onde houver trevas, que eu leva a luz.
Mestre, fazei que eu procure menos
Ser consolado do que consolar,
Ser compreendido do que compreender,
Ser amado do que amar.
Pois e dando que se recebe,
e perdoando que se e perdoado,
e morrendo que se vive para a vida eterna!

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Oração à Iemanjá



Ó Divina Mãe geradora aquática. Mãe da Vida. Ajoelhamos diante de vós, pedimos bênçãos com as vossas sete águas sagradas, para vivificar nossas vidas.

Acolha-nos, Mãe Geradora, na concha de vosso colo amoroso e seguro. Abrace-nos, conforte-nos e embale-nos, no vai-e-vem de vossas ondas e do vosso canto melodioso.

Envolva-nos com vossa luz divina, suprindo nossas carências de conforto e de amor, dando-nos coragem e confiança para enfrentarmos as dificuldades da vida.

Purifique-nos Amada Mãe, livrando-nos de emoções, sentimentos, atitudes e pensamentos negativos.
Imante-nos, Divina Mãe, com vossa capacidade criativa e geradora.

Cure nossos corpos e espíritos com vossas águas sagradas que são vida.

Irradie sobre nós, Mãe Divina, vossas energias aquáticas, para a recomposição de nossa aura e para a imantação positiva de nossos locais de trabalho e de nossas moradas.

Presenteie-nos, Mãe Divina, com vossas pérolas sagradas, frutos do vosso amor e das vossas lágrimas, guardados em vossas conchas.

Consagre-nos com vossas emanações, para que sejamos merecedores desse vosso tesouro e para que possamos transformar:

As pérolas da fé, em redenção, religiosidade e congregação;
As pérolas do amor, em doação e fraternidade;
As pérolas do conhecimento, em sabedoria e simplicidade;
As pérolas da justiça, em equilíbrio e proteção;
As pérolas da lei, em amparo e orientação;
As pérolas da evolução, em razão, humildade e compaixão;
As pérolas da criação, em vida compartilhada com nossos irmãos. Faça de nossos corações, ó Mãe da Vida, conchas acolhedoras, portais mágicos geradores de benefícios para nossos semelhantes.

Transforme nossos corações, Mãe Amada, em arcas divinas, onde vossas pérolas encontrem as condições necessárias para serem por nós cultivadas.

Que essas pérolas se reproduzam em nós, e cada vez mais, possamos reparti-las com os nossos irmãos, encarnados ou não.

Que vosso amor de Mãe Divina nos ampare, acolha, purifique, vivifique e ilumine sempre.
Salve a Divina Mãe Iemanjá, Mãe geradora da vida!

Odoyá!

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Oração à Kwan Yin - Casa de Euterpe


Bem amada Kwan Yin
Invoco tua soberana luz
Divina jóia do lótus sagrado
Habitai meu coração
Divina deusa do amor
Resplandece tua divina luz em meu caminho
Ilumina meus passos
Bem amada mãe de misericórdia
Sagrada mensageira da compaixão divina
Despertai tua divina luz em meu coração
Transforma meu mundo com tua divina benção
Compadece-te de mim divina mãe
Divina jóia do lótus
Fazei de mim instrumento de tua compaixão
Que vossa divina misericórdia
Resplandeça em meu coração hoje e sempre
Divina mãe 
Kwan Yin
Eu reverencio tua divina compaixão
Que flui em meu coração na forma
Da divina e eterna canção:

OM MANI PADME HUM

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Oração à Tríplice Deusa - Casa de Euterpe



Quando a Lua cresce no céu, sou Ártemis dos bosques.
Busco os caminhos virgens e neles mostro minha força em cada ramo.
Sou Ártemis quando busco os montes e anseio por novos rumos,
quando repudio os limites e não existe o medo.
Sou Ártemis quando me lanço sem amparo do cume feito com todas as pedras,
que tentam, inúteis, bloquear meus atos deliciosamente insanos.
Assim sou Ártemis.

Quando no céu a Lua é Cheia, sou Deméter de coração nos olhos.
Busco o amor imensurável e ofereço aquele que habita em meus infinitos braços.
Sou Deméter quando procuro meu filho em cada ser, quando quero ser
Ave, Mãe e ninho em um só tempo.
Sou Deméter quando meu colo se torna porto e suplica dolorosamente,
pelo lançar de âncoras de todas as embarcações.
Assim sou Deméter.

Quando a Lua Míngua, sou Hécate de toda escuridão.
Busco a linguagem da alma e descubro ser eu mesma tudo aquilo que me ameaça.
Sou Hécate quando a solidão importa e quando o fim torna-se causa e razão.
Sou Hécate quando penso na morte e encontro o que sou antes de tornar-me outra.
Assim sou Hécate.
E assim a Deusa habita em mim, em suas três diferentes formas.

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Oração aos Orixás - Casa de Euterpe



Que a irreverência e o desprendimento de Exu nos animem a não encarar as coisas da forma como elas parecem à primeira vista e sim que nós aprendemos que tudo na vida, por pior que seja, terá sempre o seu lado bom e proveitoso! Laro yê exu!

Que a tenacidade de Ogum nos inspire a viver com determinação, sem que nos intimide com pedras, espinhos e trevas. Sua espada e sua lança desobstruam nosso caminho e seu escudo nos defenda. Ogum yê meu pai!

Que o labor de Oxossi nos estimule a conquistar sucesso e fartura à custa de nosso próprio esforço. Que suas flechas caiam à nossa frente, às nossas costas, à nossa direita e à nossa esquerda, cercando-nos para que nenhum mal nos atinja. Okê arô ode!

Que as folhas de Ossanhe forneçam o bálsamo revitalizante que restaura nossas energias, mantendo nossa mente sã e corpo são. Ewe ossanhe.

Que Oxum nos dê a serenidade para agir de forma consciente e equilibrada. Tal como suas águas doces – que seguem desbravadoras no curso de um rio, entrecortando pedras e se precipitando numa cachoeira, sem parar nem ter como voltar atrás, apenas seguindo para encontrar o mar – assim seja que nós possamos lutar por um objetivo sem arrependimentos. Ora yeyêo Oxum!

Que o arco-íris de Oxumaré transporte para o infinito nossas orações, sonhos e anseios, e que nos traga as respostas divinas, de acordo com nosso merecimento. Arroboboi Oxumaré!

Que os raios de Iansã alumiem nosso caminho e o turbilhão de seus ventos leve para longe aqueles que de nós se aproximam com o intuito de se aproveitarem de nossos fraquezas. Êpa hey oyá!

Que as pedreiras de Xangô sejam a consolidação da lei divina em nosso coração. Seu machado pese sobre nossas cabeças agindo na consciência e sua balança nos incuta o bom senso. Caô! Caô cabecilê!

Que as ondas de Iemanjá nos descarreguem, levando para as profundezas do mar sagrado as aflições do dia-a-dia, dando-nos a oportunidade de sepultar definitivamente aquilo que nos causa dor e que seu seio materno nos acolha e nos console. Odoyá Iemanjá!

Que as cabaças de Obaluaê tragam não só a cura de nossas mazelas corporais, como também ajudem nosso espírito a se despojar das vicissitudes. Atotô Obaluaê!

Que a sabedoria de Nanã nos dê uma outra perspectiva de vida, mostrando que cada nova existência que temos, seja aqui na terra ou em outros mundos, gera a bagagem que nos dá meios para atingir a evolução, e não uma forma de punição sem fim como julgam os insensatos. Saluba Nanã!

Que a vitalidade dos Ibejis nos estimule a enfrentar os dissabores como aprendizado; que nós não percamos a pureza, mesmo que ao nosso redor a tentação nos envolva. Que a inocência não signifique fraqueza, mas sim refinamento moral! Oni di beijada!

Que a paz de Oxalá renove nossas esperanças de que, depois de erros e acertos; tristezas e alegrias; derrotas e vitórias; cheguemos ao nosso objetivo mais nobre aos pés de Zambi maior! Êpa babá Oxalá!

Que assim seja! Porque assim será! Porque assim o é!


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quinta-feira, 23 de outubro de 2014

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

quinta-feira, 16 de outubro de 2014