quarta-feira, 30 de abril de 2014

A Felicidade Possível - Artur da Távola



Só quem está disposto a perder tem o direito de ganhar. Só o maduro é capaz da renúncia. E só quem renuncia aceita provar o gosto da verdade, seja ela qual for.

O que está sempre por trás dos nossos dramas, desencontros e trambolhões existenciais é a representação simbólica ou alegórica do impulso do ser humano para o amadurecimento.
A forma de amadurecer é viver. Viver é seguir impulsos até perceber, sentir, saber ou intuir a tendência de equilíbrio que está na raiz deles (impulsos). A pessoa é impelida para a aventura ou peripécia, como forma de se machucar para aprender, de cair para saber levantar-se e aprender a andar. É um determinismo biológico: para amadurecer há que viver (sofrer) as machucadelas da aventura e da peripécia existencial.

A solução de toda situação de impasse só se dá quando uma das partes aceita perder ou aceita renunciar (e perder ou renunciar não é igual, mas é muito parecido; é da mesma natureza). Sem haver quem aceite perder ou renunciar, jamais haverá o encontro com a verdade de cada relação. E muitas vezes a verdade de cada relação pode estar na impossibilidade, por mais atração que exista. Como pode estar na possibilidade conflitiva, o que é sempre difícil de aceitar.

Só a renúncia no tempo certo devolve as pessoas a elas mesmas e só assim elas amadurecem e se preparam para os verdadeiros encontros do amor, da vida e da morte. Só quem está disposto a perder consegue as vitórias legítimas.

Amadurecer acaba por se relacionar com a renúncia, não no sentido restrito da palavra (renúncia como abandono), porém no lato (renúncia da onipotência e das formas possessivas do viver).

Viver é renunciar porque viver é optar e optar é renunciar.

Renunciar à onipotência e às hipóteses de felicidade completa, plenitude etc é tudo o que se aprende na vida, mas até se descobrir que a vida se constrói aos poucos, sobre os erros, sobre as renúncias, trocando o sonho e as ilusões pela construção do possível e do necessário, o ser humano muito erra e se embaraça, esbarra, agride, é agredido.
Eis a felicidade possível: compreender que construir a vida é renunciar a pedaços da felicidade para não renunciar ao sonho da felicidade.

#casadeeuterpe   #arturdatávola   #felicidade

Sete Luas - Natália Correia


Há noites que são feitas dos meus braços
e um silencio comum às violetas
e há sete luas que são sete traços
de sete noites que nunca foram feitas

Há noites que levamos à cintura
como um cinto de grandes borboletas
E um risco a sangue na nossa carne escura
de uma espada à bainha de um cometa

Há noites que nos deixam para trás
enrolados no nosso desencanto
e cisnes brancos que só são iguais
à mais longinqua onda de seu canto

Há noites que nos levam para onde
o fantasma de nós fica mais perto:
e é sempre a nossa voz que nos responde
e só o nosso nome estava certo.

#casadeeuterpe   #natáliacorreia   #seteluas

Prece - Fernando Pessoa


Senhor, que és o céu e a terra, que és a vida e a morte! O sol és tu e a lua és tu e o vento és tu! Tu és os nossos corpos e as nossas almas e o nosso amor és tu também. Onde nada está tu habitas e onde tudo está - (o teu templo) - eis o teu corpo.

Dá-me alma para te servir e alma para te amar. Dá-me vista para te ver sempre no céu e na terra, ouvidos para te ouvir no vento e no mar, e mãos para trabalhar em teu nome.

Torna-me puro como a água e alto como o céu. Que não haja lama nas estradas dos meus pensamentos nem folhas mortas nas lagoas dos meus propósitos. Faze com que eu saiba amar os outros como irmãos e servir-te como a um pai.

[...]

Minha vida seja digna da tua presença. Meu corpo seja digno da terra, tua cama. Minha alma possa aparecer diante de ti como um filho que volta ao lar. Torna-me grande como o Sol, para que eu te possa adorar em mim; e torna-me puro como a lua, para que eu te possa rezar em mim; e torna-me claro como o dia para que eu te possa ver sempre em mim e rezar-te e adorar-te. Senhor, protege-me e ampara-me. Dá-me que eu me sinta teu.

Senhor, livra-me de mim.

Fernando Pessoa em "O Eu Profundo".

#casadeeuterpe   #fernandopessoa   #prece

Decálogo do Artista - Gabriela Mistral



I. Amarás la belleza, que es la sombra de Dios sobre el Universo.

II. No hay arte ateo. Aunque no ames al Creador, lo afirmarás creando a su semejanza.

III. No darás la belleza como cebo para los sentidos, sino como el natural alimento del alma.

IV. No te será pretexto para la lujuria ni para la vanidad, sino ejercicio divino.

V. No la buscarás en las ferias ni llevarás tu obra a ellas, porque la Belleza es virgen, y la que está en las ferias no es Ella.

VI. Subirá de tu corazón a tu canto y te habrá purificado a ti el primero.

VII. Tu belleza se llamará también misericordia, y consolará el corazón de los hombres.

VIII. Darás tu obra como se da un hijo: restando sangre de tu corazón.

IX. No te será la belleza opio adormecedor, sino vino generoso que te encienda para la acción, pues si dejas de ser hombre o mujer, dejarás de ser artista.

X. De toda creación saldrás con vergüenza, porque fue inferior a tu sueño, e inferior a ese sueño maravilloso de Dios, que es la Naturaleza.


#casadeeuterpe #gabrielamistral #artista

Versos Áureos - Pitágoras

Preparação

  1. Primeiro, adora os Deuses Imortais, como eles estabeleceram e ordenaram na Lei.
  2. Reverencia o Juramento, e a seguir os Heróis, plenos de bondade e luz.
  3. Honra igualmente os Demónios Terrestres prestando-lhes o culto que lhes é legalmente devido.

Purificação

  1. Honra igualmente os teus pais, e aqueles que te são mais próximos.
  2. De todo o resto da humanidade, faz teu amigo aquele que se distinguir pela sua virtude.
  3. Ouve sempre as suas pacíficas exortações, e toma como exemplo as suas virtuosas e úteis acções.
  4. Evita tanto quanto possível odiar os teus amigos por faltas insignificantes.
  5. E compreende que poder é um vizinho próximo da necessidade.
  6. Sabe que todas estas coisas são como as disse a ti; e habitua-te a superar e a vencer estas paixões:
  7. Primeiro a gula, preguiça, luxúria e ira.
  8. Não faças nada de mal, nem na presença de outros, nem em privado,
  9. Mas acima de tudo, respeita-te a ti mesmo.
  10. A seguir, observa a justiça nos teus actos e nas tuas palavras,
  11. E não te habitues a comportares-te em todas as coisas sem regra e sem razão,
  12. Mas considera, sempre, que é ordenado pelo destino que todos os homens morram,
  13. E que os bens da sorte são incertos; e que como podem ser adquiridos, assim podem ser igualmente perdidos.
  14. No que concerne a todas as calamidades que os homens sofrem pela divina fortuna,
  15. Suporta, com paciência, o teu fado, seja ele qual for, e nunca te lastimes,
  16. Mas esforça-te no que puderes corrigir.
  17. E leva em consideração que o destino não envia a maior porção destas desgraças aos homens bons.
  18. Há entre os homens muitas formas de raciocinar, boas e más;
  19. Não os admires nem os rejeites com muita facilidade. 
  20. Mas se forem ditas falsidades, ouve-os com suavidade, e arma-te com paciência.
  21. Observa bem, em todas as ocasiões, o que te vou dizer:
  22. Não deixes que nenhum homem, seja por palavras, seja por actos, te seduza,
  23. Nem te seduzas tu ao dizeres ou fazeres o que não for proveitoso para ti mesmo.
  24. Informa-te e delibera antes de actuares, para que não cometas acções disparatadas,
  25. Porque isso é próprio de um homem miserável: o falar e actuar sem reflectir.
  26. Mas faz o que mais tarde te não afligir nem te causar arrependimento.
  27. Nunca faças nada que não compreendas.
  28. Mas aprende tudo o que tens obrigação de conhecer, e assim levarás uma vida feliz.
  29. De nenhum modo neglicencies a saúde do teu corpo;
  30. Mas dá-lhe bebida e comida na justa medida, e exercita, também, o que de tal tiver necessidade.
  31. Por medida quero dizer o que te não incomoda.
  32. Habitua-te a um estilo de vida simples e decente, sem ostentações.
  33. Evita tudo o que suscitar inveja,
  34. E não sejas perdulário sem motivo, como alguém que não sabe o que é decente e honroso.
  35. Nunca sejas cobiçoso nem avarento; a justa medida é excelente nestas coisas.
  36. Faz apenas aquilo que não pode ferir-te e pondera cuidadosamente antes de o fazeres.

Perfeição

  1. Nunca permitas que o sono feche os teus olhos, depois de teres ido para a cama,
  2. Até teres examinado, com a tua razão, todas as tuas acções do dia:
  3. Em que é que eu errei? O que é que eu fiz? O que é que eu não fiz e que devia ter feito?
  4. Se neste exame achares que fizeste mal, repreende-te severamente;
  5. E se fizeste algo bom, regozija-te.
  6. Pratica minuciosamente todas estas coisas; medita bem nelas; deves amá-las com todo o teu coração;
  7. Elas irão pôr-te no caminho da virtude divina.
  8. Eu o juro por aquele que passou para as nossas almas a Tetraktis Sagrada, a fonte da natureza, cuja causa é eterna.
  9. Mas nunca deites mão a nenhuma obra antes de teres, em primeiro lugar, rogado aos deuses que aperfeiçoem o que vais começar.
  10. Quando fizerdes disto um hábito familiar,
  11. Conhecerá a constituição dos Deuses Imortais e dos homens.
  12.  Verás quão extensa é a diversidade dos seres e aquilo que os contém e os mantém presos;
  13.  Igualmente saberás que, de acordo com a Lei, a natureza deste universo é semelhante em todas as coisas;
  14. Deste modo não terás de esperar o que não deves esperar; e nada neste mundo te será oculto.
  15. Igualmente saberás que os homens lançam sobre si mesmos as suas próprias desgraças,  voluntariamente, e por sua própria e livre opção.
  16. Infelizes que eles são! Nem vêem nem compreendem que o seu bem está junto deles.
  17. Poucos sabem como se livrar das suas desgraças.
  18. Tal é o fado que prende a humanidade, e lhe rouba a consciência.
  19. Como grandes ondas, rolam de um lado para o outro e oprimem-se com males inumeráveis.
  20. Pois uma luta fatal, inata, persegue-os por toda a parte, sacudindo-os para cima e para baixo; nem eles percebem isso.
  21. Em vez de provocarem e excitarem isso, deviam evitar isso tornando-se úteis.
  22. Oh! Zeus, nosso Pai! Se não libertares os homens de todos os males que os oprimem,
  23. Mostra-lhes de que demónios se devem servir.
  24. Mas toma coragem; a raça do homem é divina;
  25. A natureza sagrada revelar-lhes-á os mais recônditos mistérios;
  26. Se ela te revelar os seus segredos, facilmente realizarás todas as coisas que te recomendei
  27. E pela cura da tua alma, libertá-la-ás de todos os males, de todas as aflições.
  28. Mas abstém-te de carnes que nós proibimos nas purificações e na libertação da alma;
  29. Faz uma distinção justa das mesmas e examina bem todas as coisas.
  30. Deixando-te, sempre, guiar e ser dirigido pela compreensão que vem do alto e que deve segurar as rédeas,
  31. Quando, tendo-te despojado do teu corpo mortal, chegares ao mais puro Éter,
  32. Serás um Deus imortal, incorruptível e a Morte não mais terá domínio sobre ti.
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Equilibrista - Cecília Meireles


Alto, pálido vidente,
caminhante do vazio,
cujo solo suficiente
é um frágil, aéreo fio!

Sem transigência nenhuma,
experimentas teu passo,
com levitações de pluma
e rigores de compasso.

No mundo, jogam à sorte,
detrás de formosos muros,
à espera da tua morte
e dos despojos futuros.

E tu, cintilante louco,
vais, entre a nuvem e o solo,
só com teu ritmo - tão pouco!
Estrela no alto do pólo.



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Alegria - Cirque Du Soleil


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A Paz - Roupa Nova

Art by Berk Ozturk

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terça-feira, 29 de abril de 2014

"Feche a porta... - Martha Medeiros


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"O amor que ainda não se definiu... - Érico Veríssimo


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"Depois de várias tempestades... - Caio Fernando Abreu


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Eu sei, mas não devia - Marina Colasanti



Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.

A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.

A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.

A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.

A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.

A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.

A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.

A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.

A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.
#casadeeuterpe #marinacolasanti #costume #defesa #acostumar

"O amor não é um encontro romântico... - Clarissa Pinkola Estes

O amor não é um encontro romântico entre dois amantes. (...) ...o amor é como a união entre dois seres cuja força reunida permite a um deles, ou a ambos, a entrada em comunicação com o mundo da alma e a participação no destino como uma dança com a vida e a morte.


#casadeeuterpe   #clarissapinkolaestes   #amor

Evolução - Antero de Quental


Fui rocha em tempo, e fui no mundo antigo
tronco ou ramo na incógnita floresta...
Onda, espumei, quebrando-me na aresta
Do granito, antiquíssimo inimigo...

Rugi, fera talvez, buscando abrigo
Na caverna que ensombra urze e giesta;
O, monstro primitivo, ergui a testa
No limoso paúl, glauco pascigo...

Hoje sou homem, e na sombra enorme
Vejo, a meus pés, a escada multiforme,
Que desce, em espirais, da imensidade...

Interrogo o infinito e às vezes choro...
Mas estendendo as mãos no vácuo, adoro
E aspiro unicamente à liberdade.

Antero de Quental, in "Sonetos"

#casadeeuterpe   #anterodequental   #evolução

O Homem é um Deus que se Ignora - Antero de Quental


Dentro do homem existe um Deus desconhecido: não sei qual, mas existe - dizia Sócrates soletrando com os olhos da razão, à luz serena do céu da Grécia, o problema do destino humano. E Cristo com os olhos da fé lia no horizonte anuveado das visões do profeta esta outra palavra de consolação - dentro do homem está o reino dos céus. Profundo, altíssimo, acordo de dois génios tão distantes pela pátria, pela raça, pela tradição, por todos os abismos que uma fatalidade misteriosa cavou entre os irmãos infelizes, violentamente separados, duma mesma família! Dos dois pólos extremos da história antiga, através dos mares insondáveis, através dos tempos tenebrosos, o génio luminoso e humano das raças índicas e o gênio sombrio, mas profundo, dos povos semíticos se enviam, como primeiro mas firme penhor da futura unidade, esta saudação fraternal, palavra de vida que o mundo esperava na angústia do seu caos - o homem é um Deus que se ignora.
Grande, soberana consolação de ver essa luz de concórdia raiar do ponto do horizonte aonde menos se esperava, de ver uma vez unidos, conciliados esses dois extremos inimigos, esses dois espíritos rivais cuja luta entristecia o mundo, ecoava como um tremendo dobre funeral no coração retalhado da humanidade antiga! Os combatentes, no maior ardor da peleja, fitam-se, encaram-se com pasmo, e sentem as mãos abrirem-se para deixar cair o ferro fratricida. Estendem os braços... somos irmãos !
Primeiro encontro, santo e puríssimo, dos prometidos da história! Manhã suave dos primeiros sorrisos, dos olhares tímidos mas leais desses noivos formosíssimos, que o tempo aproximava assim para o casamento misterioso das raças!
Não há no mundo palácio de rei digno de lhes escutar as primeiras e sublimes confidências! Só um templo, alto como a cúpula do céu, largo como o voo do desejo, puro como a esperança do primeiro e inocente ideal humano!
Esse templo tiveram-no. Naquela palavra de dois loucos se encerra tudo. Nenhuma montanha tão alta, aonde a olho nu se aviste Deus, como o voo desta frase, a maior revelação que jamais ouvirá o mundo - dentro do homem está Deus.

Antero de Quental, in 'Prosas da Época de Coimbra'

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Mors - Amor - Antero de Quental


Esse negro corcel, cujas passadas
Escuto em sonhos, quando a sombra desce,
E, passando a galope, me aparece
Da noite nas fantásticas estradas,

Donde vem ele? Que regiões sagradas
E terríveis cruzou, que assim parece
Tenebroso e sublime, e lhe estremece
Não sei que horror nas crinas agitadas?

Um cavaleiro de expressão potente,
Formidável, mas plácido, no porte,
Vestido de armadura reluzente,

Cavalga a fera estranha sem temor:
E o corcel negro diz: "Eu sou a morte!"
Responde o cavaleiro: "Eu sou o Amor!"

Antero de Quental, in "Sonetos"

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segunda-feira, 28 de abril de 2014

"Tudo está ligado... - Chefe Sioux


Tudo está ligado, como o sangue que une uma família.
Todas as coisas estão ligadas.
O que acontece a Terra recai sobre os filhos da Terra.
Não foi o homem que teceu a trama da vida.
Ele é só um fio dentro dela.
Tudo o que fizer à teia, estará fazendo a si mesmo.

Chefe Sioux

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"A autoconfiança do Guerreiro não é a autoconfiança do homem comum - Carlos Castañeda


A autoconfiança do Guerreiro não é a autoconfiança do homem comum. O homem comum procura certeza aos olhos do observador e chama a isso autoconfiança. O Guerreiro procura impecabilidade aos próprios olhos e chama a isso humildade. O homem comum está preso aos seus semelhantes, enquanto o Guerreiro só está preso ao infinito.

#casadeeuterpe   #carloscastañeda   #guerreiro

"Um caminho é só um caminho... - Carlos Castañeda

Um caminho é só um caminho, e não há desrespeito a si ou aos outros em abandoná-lo, se é isto que o coração nos diz...
Examinhe cada caminho com muito cuidado e deliberação.
Tente-o muitas vezes, tanto quanto julgar necessário.
Só então pergunte a você mesmo, sozinho, uma coisa...
Este caminho tem coração?
Se tem, o caminho é bom,
se não tem, ele não lhe serve.
Um caminho é só um caminho.

Carlos Castañeda

#casadeeuterpe   #carloscastañeda  #caminho

"Eu tenho o meu corpo, mas não sou o meu corpo... - Ken Wilber



"Eu tenho o meu corpo, mas não sou o meu corpo. Posso ver e sentir o meu corpo, e aquilo que é visto e sentido não é o verdadeiro observador. Meu corpo pode estar cansado ou excitado, doente ou são, pesado ou leve, mas isso nada tem a ver com o meu interior. Eu tenho um corpo, mas não sou o meu corpo.

Eu tenho desejos, mas não sou meus desejos. Posso conhecer meus desejos, e o que pode ser conhecido não é o verdadeiro conhecedor. Os desejos vão e vêm, flutuando através de minha consciência, mas eles não afetam meu interior. Eu tenho desejos, mas não sou os meus desejos.

Eu tenho emoções, mas não sou minhas emoções. Posso sentir minhas emoções, e o que pode ser sentido não é a verdadeira pessoa que sente. As emoções passam através de mim, mas não afetam meu interior. Eu tenho emoções, mas não sou minhas emoções.

Eu tenho pensamentos, mas não sou meus pensamentos. Posso conhecer e intuir meus pensamentos, e o que pode ser conhecido não é o verdadeiro conhecedor. Os pensamentos vêm até mim e me abandonam, mas não afetam meu interior. Eu tenho pensamentos, mas não sou meus pensamentos."

#casadeeuterpe   #kenwilber   #corpo   #desejo   #emoções   #pensamentos   #consciência

"Os voos espaciais... - Jung


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Lei do Darma ou do Propósito de Vida – Deepak Chopra


Todos têm um propósito na vida... algo único para dar aos outros. E quando misturamos este talento com o serviço aos outros, experimentamos o êxtase de nosso próprio espírito, o que é objetivo último de todos os objetivos”. Primeiro, devemos descobrir nosso verdadeiro eu; depois, expressar nossos talentos especiais; e finalmente, usar este nosso dom para servir a humanidade.


#casadeeuterpe   #deepakchopra   #darma

Lei do Distanciamento – Deepak Chopra

No distanciamento está a sabedoria da incerteza, e nesta sabedoria está a liberdade em relação ao nosso passado, ao conhecido, que é a prisão do condicionamento passado. Quando nos abrimos ao desconhecido, ao campo de todas as possibilidades, nos entregamos à mente criativa que orquestra a dança do universo. O apego é baseado no medo e na insegurança, e cria ansiedade. O apego excessivo aos bens materiais – símbolos transitórios do Eu – traz a sensação de inutilidade e vazio.

#casadeeuterpe   #deepakchopra   #distanciamento

Lei da Intenção e do Desejo – Deepak Chopra

Inerente a toda intenção e desejo, está a mecânica para a sua realização. E quando colocamos uma intenção no campo da pura potencialidade, colocamos este poder organizador infinito para trabalhar para nós”. No nível da mecânica quântica, o universo é uma extensão de nosso corpo, e nossa intenção detona transformações de energia e informação, e organiza sua própria realização.

#casadeeuterpe   #deepakchopra   #intençãoedesejo

Lei do Mínimo Esforço – Deepak Chopra

A inteligência da natureza funciona sem esforço – as flores não tentam desabrochar, elas desabrocham; os pássaros não tentam voar, eles voam. Se buscamos poder, dinheiro ou felicidade para a satisfação do ego, desperdiçamos energia; mas se nossas ações são motivadas por amor, harmonia e alegria, nossa energia se multiplica e podemos usar o excedente para criar o que quisermos.

#casadeeuterpe   #deepakchopra   #mínimoesforço

Lei do Carma ou Causa e Efeito – Deepak Chopra







Colhemos o que plantamos. Toda ação gera uma força de energia que retorna de modo análogo. Quando nossas ações e escolhas conscientes trazem felicidade e sucesso para os outros, o fruto de nosso carma será alegria e sucesso.

#casadeeuterpe   #deepakchopra   #causaeefeito

Lei da Doação - Deepak Chopra

O universo opera através de trocas dinâmicas. Dar e receber são diferentes aspectos do fluxo de energia. Com a nossa disposição de dar o que buscamos, mantemos a abundância do Universo em nossas vidas. A força motriz por trás da doação deve ser a felicidade – se quiser amor, alegria ou coisas boas, dê o mesmo aos outros.

#casadeeuterpe   #deepakchopra   #doação

Lei da Potencialidade Pura - Deepak Chopra

A fonte de toda criação é a consciência pura ou pura potencialidade buscando a expressão do não-manifesto para o manifesto. Com a prática diária do silêncio, da meditação, e do não-julgamento, e com a percepção de que nosso verdadeiro Eu é de pura potencialidade, nós nos alinhamos com o poder que tudo manifesta no Universo e obtemos o que desejamos.

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"Saia da roda do tempo... - Rumi


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"Para o Mestre dos Mestres... - Augusto Cury


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"Quem é um manual de regras.... - Augusto Cury


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"A vida é um grande espetáculo... - Augusto Cury


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"Tenho várias razões... - Fernanda Mello


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"Certas coisas não se explicam... - Fernanda Mello


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"Grifem... - Fernanda Mello


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"Bonito mesmo é essa coisa da vida... - Fernando Mello


#casadeeuterpe   #fernandamello   #vida

"Sigo a vida conforme o roteiro ... - Fernanda Mello


Sigo a vida conforme o roteiro, sou quase normal por fora, pra ninguém desconfiar. Mas por dentro eu deliro e questiono. Não quero uma vida pequena, um amor pequeno, um alegria que caiba dentro da bolsa. Eu quero mais que isso. Quero o que não vejo. Quero o que não entendo. Quero muito e quero sem fim. Não cresci pra viver mais ou menos, nasci com dois pares de asas, vou aonde eu me levar. Por isso, não me venha com superfícies, nada raso me satisfaz. Eu quero é o mergulho. Entrar de roupa e tudo no infinito que é a vida. E rezar – se ainda acreditar – pra sair ainda bem melhor do outro lado de lá.

Fernanda Mello


#casadeeuterpe   #fernandamello   #roteiro

"Hoje eu acordei inteira... - Fernando Mello


"Hoje acordei inteira. Migalhas? Pedaços? Não, obrigada. Não gosto de nada que seja metade. Não gosto de meio termo. Gosto dos extremos. Gosto do frio. Gosto do quente (depende do momento.) Gosto dos dedinhos dos pés congelados ou do calor que me faz suar o cabelo. Não gosto do morno. Não gosto de temperatura-ambiente. Na verdade eu quero tudo. Ou quero nada. Por favor, nada de pouco quando o mundo é meu. Não sei sentir em doses homeopáticas. Sempre fui daquelas que falam "eu te amo" primeiro. Sempre fui daquelas que vão embora sem olhar pra trás. Sempre dei a cara à tapa. Sempre preferi o certo ao duvidoso. Quero que se alguém estiver comigo, que esteja. Mesmo que seja só naquele momento. Mesmo que mude de idéia no dia seguinte."

Fernanda Mello

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"Eu não quero promessas... - Fernanda Mello



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quinta-feira, 24 de abril de 2014

O Equilibrio das Virtudes - Blaise Pascal



O que pode a virtude de um homem não deve medir-se nos momentos de esforço, mas na vida de todos os dias.
Não admiro o excesso de uma virtude, como a coragem, se não vir ao mesmo tempo o excesso da virtude oposta, como em Epaminondas, que tinha a extrema coragem e a extrema benignidade. Pois de outro modo não é subir, é cair. A grandeza não consiste em estar num extremo, mas em tocar os dois ao mesmo tempo e em preencher todo o espaço intermédio. Mas talvez ela seja apenas um súbito movimento de alma de um extremo ao outro, talvez nunca esteja em mais que um ponto, como o tição de fogo? Seja; mas pelo menos isso indica a agilidade da alma, se não a sua extensão.

Blaise Pascal, in 'Pensamentos'

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Dotado de Verdadeira Virtude - Manuel Bernardes


O que é dotado de verdadeira virtude tem os seus males por fora, os seus bens por dentro. Pelo contrário o amigo de glória vã, o hipócrita, o mundano, os seus males estão por dentro, porque são verdadeiros; e os seus bens por fora, porque são imaginados, e aparentes.
Entre todas as virtudes somente a humildade se ignora a si mesma: como traz os olhos baixos, e fitos no abismo do seu nada, não reflecte sobre o seu conhecimento, porque o verdadeiro humilde não presume que o seja.

Manuel Bernardes, in "Luz e Calor"

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O Homem Perfeito - Sêneca



A virtude subdivide-se em quatro aspectos: refrear os desejos, dominar o medo, tomar as decisões adequadas, dar a cada um o que lhe é devido. Concebemos assim as noções de temperança, de coragem, de prudência e de justiça, cada qual comportando os seus deveres específicos. A partir de quê, então, concebemos nós a virtude? O que no-la revela é a ordem por ela própria estabelecida, o decoro, a firmeza de princípios, a total harmonia de todos os seus atos, a grandeza que a eleva acima de todas as contingências. A partir daqui concebemos o ideal de uma vida feliz, fluindo segundo um curso inalterável, com total domínio sobre si mesma. E como é que este ideal aparece aos nossos olhos? Vou dizer-te.

O homem perfeito, possuidor da virtude, nunca se queixa da fortuna, nunca aceita os acontecimentos de mau humor, pelo contrário, convicto de ser um cidadão do universo, um soldado pronto a tudo, aceita as dificuldades como uma missão que lhes é confiada. Não se revolta ante as desgraças como se elas fossem um mal originado pelo azar, mas como uma tarefa de que ele é encarregado. «Suceda o que suceder», — diz ele — «o caso é comigo; por muito áspera e dura que seja a situação, tenho de dar o meu melhor!» Um homem que nunca se queixa dos seus males nem se lamenta do destino, temos forçosamente de julgá-lo um grande homem! Tal homem dá a conhecer a muitos outros a massa de que é feito, brilha tal como um archote no meio das trevas, atrai para junto de si todas as almas, dada a sua impassível tranquilidade, a sua completa equanimidade para com o divino e o humano. Tal homem possui uma alma perfeita, levada ao máximo das suas potencialidades, tal que acima dela nada há senão a inteligência divina, uma parte da qual, aliás, transitou até este peito mortal. E nada há de mais divino para o homem do que meditar na sua mortalidade, consciencializar-se de que o homem nasce para ao fim de algum tempo deixar esta vida, perceber que o nosso corpo não é uma morada fixa, mas uma estalagem onde só se pode permanecer por breve tempo, uma estalagem de que é preciso sair quando percebemos que estamos a ser pesados ao estalajadeiro.

Sêneca, in "Cartas a Lucílio"

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As Virtudes de Cada Um - Marguerite Yourcenar, in 'Memórias de Adriano'


Não desprezo os homens. Se o fizesse, não teria direito algum nem razão alguma para tentar governá-los. Sei que são vãos, ignorantes, ávidos, inquietos, capazes de quase tudo para triunfar, para se fazer valer, mesmo aos seus próprios olhos, ou simplesmente para evitar o sofrimento. Sei muito bem: sou como eles, pelo menos momentaneamente, ou poderia tê-lo sido. Entre outrem e eu, as diferenças que distingo são demasiado insignificantes para que a minha atitude se afaste tanto da fria superioridade do filósofo como da arrogância de César. Os mais opacos dos homens também têm os seus clarões: este assassino toca correctamente flauta; este contramestre que dilacera o dorso dos escravos com chicotadas é talvez um bom filho; este idiota partilharia comigo o seu último bocado de pão. Há poucos a quem não possa ensinar-se convenientemente alguma coisa. O nosso grande erro é querer encontrar em cada um, em especial, as virtudes que ele não tem e desinteressarmo-nos de cultivar as que ele possui.

Marguerite Yourcenar, in 'Memórias de Adriano'

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La Mala Hierba - Casa de Euterpe



Quando eu era menina, visitava constantemente a casa de minha avó paterna testando a paciência dela. Desse tempo de infância gravei imagens que me acompanham até hoje. Uma delas é a do quintal que aquela casa tem e que, atualmente, não me parece tão grande quanto me parecia naquele tempo.
É desse quintal enorme que meus olhos infantis viam e que ficou em minha memória que surgiu a recordação das tiriricas.
Quem é do interior de São Paulo ou de qualquer outro estado é bem capaz de saber do que estou falando. Tiririca é uma erva daninha e era a principal plantação daquele terreno. Lembro-me de minha avó sentada em um banco arrancando aqueles matinhos. Quase todas as tardes, incansavelmente, ela fazia isso.
Recordo-me de ficar ao seu lado brincando com a terra e arrancando os matinhos também, apenas com a diferença de que eu arrancava só os talinhos, pois não tinha força suficiente para puxar de forma que saísse toda a planta.
Ouço ainda a voz de minha avó dizendo: “Filha, tem de arrancar pela raiz, senão nasce de novo...”. Eu entendia, porém não conseguia agir da forma como ela fazia e continuava arrancando somente os talinhos. Minha avó ria e me explicava que a tiririca é uma praga que asfixia as demais plantas; que se não for devidamente capinada toma conta de tudo e nada mais se desenvolve. Dizia que para a luta não ser inglória, era preciso força para que a tal da tiririca não resistisse e voltasse.
Muitos anos depois, durante aula com excepcional filósofa peruana, a imagem dessa passagem de minha infância retornou bastante viva e atual, pois ao discorrer acerca da necessidade de termos especial cuidado com o que plantamos em nosso interior, dizia a mestra que devemos, todos os dias, arrancar a “mala hierba” que insiste em medrar.
Essa erva daninha que ameaça tomar conta de nosso jardim interno, ensinou-me a mentora, pode ser identificada com tudo aquilo que nos impede de caminhar em busca de nosso aperfeiçoamento. Pode ser identificada com nossos medos, dúvidas, angústias, ansiedades, inércias, críticas, preconceitos... enfim, com tudo que nos trava, que nos atalha o avanço.
Como a tiririca, tais ervas são resistentes. Temos de arrancá-las uma, duas, três e inúmeras vezes. E ainda, temos de procurar arrancá-las pela raiz, pois assim como a outra, esta renasce sempre que sobra algo de seu na terra de nossa alma.
Arrancá-las pela raiz leva tempo. É trabalho que se faz com persistência, com constância. Não é fácil, mas também não é impossível.
Requer força espiritual que vamos adquirindo ao tempo que crescemos intimamente. Como crianças, no início do trabalho falta-nos essa força, mas com o tempo e com a prática, ela vai aumentando até o ponto que conseguirmos limpar totalmente nosso jardim.
Todavia, até que isso ocorra, até que a limpeza total se dê, é interessante que nos sentemos em um banquinho e que todos os dias arranquemos a “mala hierva”, sem descanso, sem desalento, sem esmorecer.
É preciso que em meio as florezinhas que já existem, sejamos capazes de identificar a “hierba perjudicial”. É necessário que não confundamos “mala hierva” com “buena hierba”. A atenção deve estar alta, pois existem ervas daninhas que são lindas e que nos iludem com sua beleza.
A reflexão diária nos auxiliará no mister de escolher o que arrancar e o que cultivar, sem o perigo de embaralharmos as coisas.

É preciso que não tenhamos receio em iniciar a capina, pois ao passo que fizermos essa limpeza, continuarão a florescer nossas mais ricas semente espirituais, que se desenvolverão e nos presentearão com o melhor e o mais belo jardim que somos capazes de conceber.

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