quinta-feira, 3 de abril de 2014

A Amizade Sob o Olhar da Filosofia - Casa de Euterpe


Abraham Maslow, provavelmente o mais conhecido teórico motivacional, foi um psicólogo americano que acreditava que todos os indivíduos apresentavam uma hierarquia de necessidades que precisavam ser satisfeitas. Essa “hierarquia de necessidades” é mostrada sob a forma de uma pirâmide.



De acordo com Maslow, as necessidades primordiais de um indivíduo são conseguir ar, alimentos e água em quantidades suficientes para sua sobrevivência (necessidades fisiológicas). Após essas terem sido atingidas, não há motivação para mais ar, alimento e comida, mas sim para as necessidades de segurança. Assim que essa pessoa percebe que está livre de qualquer ameaça de perigo ou ataque, suas motivações voltam-se para as necessidades sociais: amizades e tudo o mais que estiver relacionado.

Um indivíduo que superou as necessidades de auto-estima e alcançou o reconhecimento por parte de outros indivíduos, volta-se para satisfazer as necessidades de auto-realização, até que estas estejam saciadas tanto quanto possível e ele, com isso, se sinta realizado.

Assim, a necessidade da amizade, de ter amigos é inerente ao ser humano.

Talvez a necessidade de compartilhar algo com alguém seja fundamental para entender a relação desinteressada que podemos ter com outra pessoa. Com efeito, ainda que todas as nossas necessidades básicas estejam satisfeitas, sentimos a necessidade de criar um vínculo mais profundo: a Amizade ou o Amor.

A preocupação pelo bem-estar do outro é característica desse tipo de relação. A gratuidade e o interesse pelo outro definem a relação de amizade, que pode ser considerada propriamente humana.

Atualmente, essa preocupação com o bem-estar do outro tem-nos causado bem pouca reflexão. Hoje, falta-nos o sentimento de reciprocidade. Encontramo-nos tão auto-centrados que nos tornamos incapazes de vislumbrar o outro como nosso semelhante. Nossa atitude mais comum é a de tomá-lo como um bem, “coisificá-lo”.

Então, diante dessa situação, por que a amizade? Antes, o que é a amizade?

A palavra amizade vem do grego: φιλíα e foi transliterada para o latim como philia. Philia representa, sobretudo, a busca de algo com que se tem afinidade. É a philia, por exemplo, que une os guerreiros hoplitas das falanges gregas, de que os “Trezentos de Esparta” são o grande símbolo, em laços de amizade que os faz lutar juntos em defesa da cidade.

Philia é também o termo que se encontra na própria definição de filosofia. Etimologicamente, a philia da sophia, a amizade ou a busca da sabedoria, o desejo de sabedoria.

Entendida a origem da palavra “amizade”, agora veremos como os filósofos antigos a entenderam, não semanticamente, mas filosoficamente.

Empédocles diz da “amizade enlaçante”, definida como o ponto de convergência e de união de todas as coisas. Em sua incessante mudança, as raízes das coisas encontram sua união na amizade, no Amor; e sua dispersão no ódio. Pois bem, o Amor e a amizade (desde que autênticos) unem sem qualquer outro interesse ou motivo a não ser o de partilhar a existência, fazendo dela algo de mais belo e poderoso.

Xenofonte, nas Memoráveis, oferece um painel acerca do pensamento socrático a respeito da amizade. Segundo Xenofonte, Sócrates entende a amizade como um bem incomparável, o mais precioso, fecundo e frutuoso dos bens, que proporciona felicidade, justiça e virtude. O verdadeiro amigo é um bem precioso acima de qualquer vantagem, ganho ou proveito exterior ou material e para se ter um bom amigo nenhum sacrifício é vão. Todavia, o verdadeiro amigo é portador de virtude. Segundo, ainda, esse pensamento, o semelhante ama e deseja o semelhante, a condição básica para a verdadeira amizade é que nós mesmos nos tornemos bons para obtermos amigos bons e virtuosos, pois apenas os bons têm amigos bons.

Discorrendo um pouco mais a respeito do entendimento de Sócrates acerca da amizade, percebemos que para ele, esse conceito não é uma simples teoria, mas tem raízes na sua forma de vida. A filosofia e as aspirações espirituais unem-se ao trato amistoso entre os homens. Assim, a amizade envolve o aperfeiçoamento da própria personalidade.

De modo geral, a visão de Sócrates entende que um bom amigo constitui um bem do mais alto valor em todas as situações da vida. Porém, o valor dos amigos difere tanto quanto o preço dos escravos. Quem conhece esse fato, se preocupa também, por sua vez, de quanto representa para seus amigos e procurará fazer subir esse valor ao máximo possível.

A nova cotação da amizade é sintomática de uma época de grande guerra. Em Homero, a amizade é a camaradagem entre soldados e na educação da nobreza, se apresenta como proteção e baluarte contra os perigos da vida pública em tempos de comoções políticas. Sócrates destaca, também, consideravelmente, este aspecto da amizade, mas não a conhece somente como o aglutinador indispensável da cooperação política, senão que a amizade é para ele a verdadeira forma de toda a associação produtiva entre os homens.

O que transforma Sócrates em mestre de uma nova arte da amizade é a consciência de que a base de toda amizade verdadeira não se deve buscar em sua utilidade externa, mas no valor interior do homem.

Sócrates coloca sua amizade a serviço de seus amigos, quando estes necessitam dele e para conquistar novas amizades. Por isso, não fala como os sofistas, de seus discípulos e, sempre, de seus amigos.

Mais tarde, essa expressão, tomada dos círculos socráticos, incorpora-se, inclusive, à terminologia das escolas da Academia e do Liceu, e perdura, em um sentido quase petrificado, em torno dos “amigos matriculados”. Para Sócrates, essa palavra tem um significado pleno. O discípulo está nele constantemente, como um homem completo e o melhoramento da juventude, de que se vangloriam os sofistas, era para ele o sentido profundo e real de todo seu tratamento amistoso com os homens.

Em Platão, o conceito socrático de philia aparece no plano metafísico em Lisis, no Simpósio e no Fedro e, ainda, no Protágoras.

No diálogo Protágoras, no discurso de Protágoras sobre Prometeu e a criação do homem, Platão apresenta o grande sofista dizendo que vendo que os homens não conseguiam viver em sociedade devido à existência de conflito, Zeus encarregou Hermes de dar-lhes o senso de justiça e os laços de amizade (philia). A philia é assim um princípio central da vida social e Platão mostra como para Protágoras ela é sobretudo um conceito político, um pressuposto da própria possibilidade da vida em comum.

No Lisis, Platão revela, mais uma vez, o pensamento de seu Mestre acerca da amizade. Para ele, não pode haver uma verdadeira relação de amizade sem reciprocidade e chega à sua definição como o desejo de alguma coisa, como o desejo do Bem. Descortina que aquilo que o ser humano procura em suas amizades é o Bem que as tornou possível. Na alínea 219 b. do Lisis, Sócrates diz que “é em vista do amigo que o amigo é amigo do amigo.” Essa é a fórmula pela qual Platão define a amizade como causa eficiente e final das relações humanas. É ela que move os homens e os une uns aos outros, sempre tendo em vista uma dimensão superior. A verdadeira amizade exige como seu fundamento o Primeiro Amigo (amável por excelência, amável em si mesmo) que é identificado ao Bem absoluto, e a verdadeira amizade é sempre procura, desejo e meio para se chegar ao Bem.

Para Platão, ainda no Lisis, a mais perfeita forma de amizade é aquela com a qual se ama o Primeiro Amigo, o Bem em si.

Por sua vez, para Aristóteles, na Ética a Nicômaco, a amizade é uma das necessidades mais prementes da vida e não pode se viver sem amigos. Nenhum homem escolheria viver sob a condição de permanecer sozinho e sem amigos, pois, segundo o filósofo, o homem é um animal político, cuja natureza o destina a viver com os outros, a conviver.

Ainda, apenas um objeto amável pode ser amado. O contorno desse objeto amado é sua bondade intrínseca e seu valor, adquiridos pelo exercício da virtude; em seguida o prazer que ele proporciona e a utilidade que oferece. Assim, em virtude daquilo que a amizade especifica, Aristóteles distingue três espécies de amizade: a útil, a prazerosa e a virtuosa. Dessas, apenas a virtuosa é a amizade propriamente dita, a amizade perfeita. Esclarece que o segredo da amizade perfeita consiste em ser ela a amizade dos homens que são bons em si mesmos, ou seja, cuja bondade vem de dentro e não está relacionado ao interesse ou ao prazer. Os verdadeiros amigos são semelhantes na virtude, e por isso desejam igualmente o bem uns dos outros enquanto são bons. E como a bondade vem de dentro, é duradoura; assim, a amizade virtuosa é também aquela que mais dura.

O homem virtuoso está sempre de acordo consigo mesmo e não procura senão o bem. Esse bem, ao invés de fechar o amigo em si mesmo, em um Amor egoísta, leva-o a desejar também o bem para seu amigo, reciprocamente. A bondade virtuosa, para o Estagirita, marca o homem naquilo que ele é. Quando o homem é virtuoso, realiza de modo mais perfeito o humano no homem. Assim, na amizade virtuosa os amigos estão unidos por aquilo que têm de mais essencial e o bem do amigo não é outro nem diferente do próprio bem daquele que ama, porque o amigo é um outro si mesmo.

Desse modo, de forma sintética, Aristóteles, na Ética à Nicômaco, define a amizade como um sentimento recíproco, que une os membros de uma comunidade, considerando-os hetairos, ou seja, pertencentes ao grupo. É o laço de afeição que une os irmãos e os companheiros, em um significado estendido de “irmão”. A philia é um sentimento recíproco, mesmo entre desiguais e é necessária para a vida feliz. Segundo essa tradição, a amizade é um sentimento de afeição, resultando de uma identificação entre os indivíduos unidos por esse laço.

Uma definição exata e ao mesmo tempo enigmática a respeito da amizade é atribuída ao filósofo grego Pitágoras (séc. V a.C.): "amigo é aquele que é o outro eu, como acontece com 220 e 284''. Na escola filosófica fundada por ele na cidade de Crotona, os discípulos do mestre cultivavam a amizade mútua. Pitágoras não ensinava apenas a amizade entre os homens. Ele foi o primeiro a empregar a si mesmo o termo filósofo, que em grego significa “amigo da sabedoria”. Pitágoras estendeu seu conceito de amizade aos números. Em seus Versos Áureos, aconselha a preservar a amizade e ser complacente.

Agora, segundo Cícero, em sua obra “Sobre a Amizade”, a condição primeira para que nasça um autêntico sentimento de afeição e amizade entre duas pessoas é que elas tenham firmeza de caráter e generosidade de alma, pois aquele que só pensa em tirar proveito das coisas e dos outros, jamais será capaz de ter uma amizade perfeita e inabalável. Uma amizade, como diz Cícero, que vai até a morte e até a ultrapassa, não pode ser fruto da penúria e da falta, mas só pode existir entre espíritos fortes e virtuosos, entre aqueles que sabem se doar, que são generosos o suficiente para quererem bem a outros tanto quanto a si mesmos. Pessoas sem grandeza de espírito jamais poderão desfrutar de uma autêntica amizade. Mostra-nos que os que têm caráter nobre sentem-se naturalmente atraídos pela virtude e, por isso, se ligam. Homens vis e baixos podem ser comparsas, mas nunca amigos no sentido pleno do termo, porque a philia é algo que engrandece, e entre os seres desprezíveis – e mesmo entre os fracos de virtudes – não há lugar para belos sentimentos.

Por sua vez, o filósofo neo-estóico Sêneca dizia que “considerar alguém como amigo e não ter nele tanta confiança como em si mesmo é não conhecer todo o alcance da verdadeira amizade. Que o teu amigo seja o confidente de todos os teus pensamentos – mas, antes disso, é preciso avaliá-lo. A confiança deve vir depois da amizade, mas o discernimento deve vir antes. É um absurdo confundir as coisas e violar o preceito de Teofrasto, tendo intimidade com alguém antes de conhecê-lo, para então romper com ele ao conhecê-lo. Medita muito antes de dar tua amizade a alguém. Uma vez dada a amizade, abre a tua alma a teu amigo, com tanta confiança nele como em ti mesmo.

Vive de tal maneira que possas revelar todos os teus pensamentos até mesmo a teu inimigo; mas, como sempre há coisas íntimas que os costumes sociais converteram em segredos, derrama na consciência de um amigo todos os teus pesares, todos teus pensamentos: acredita que ele é fiel, e ele será. Quantas vezes, de fato, as pessoas ensinam a enganar, temendo ser enganadas! A desconfiança provoca e autoriza a infidelidade. ”

Finalmente, o também estóico Epicteto ensina que a verdadeira amizade está presente entre aqueles que praticam as virtudes.

Ora, podemos perceber que, segundo todo o pensamento filosófico até agora exposto, amizade pressupõe:

  • amor ao Bem; 
  • valor interior; 
  • convivência e virtude; 
  • união e reciprocidade; 
  • firmeza de caráter e generosidade de alma; 
  • fortaleza de espírito; 
  • confiança e fidelidade. 

Seria, assim, um pacto de reciprocidade, de afeição e de generosidade, que une, uns aos outros, os homens virtuosos, firmes de caráter, grandes de alma, gerando, com isso, confiança e fidelidade.

Percebemos, então, que de uma forma ou de outra, têm-se expressado os mais elevados elogios à amizade. Os filósofos o fizeram e os literatos o fizeram também. Porém, vejamos o que é viver, na realidade, sob o manto da tão veneranda amizade.

É visível que atualmente, prolifera em geral, salvo exceções, um “coleguismo” fácil e inconstante, próprio das circunstâncias, como se fosse um artigo a mais dentre os tantos que consumimos. Ou pior, como se fosse um vasilhame descartável desses artigos comestíveis.

Uma pessoa aproxima-se da outra pelos benefícios que pode obter, ampliando o máximo possível o limite destes, que vão desde a companhia para matar a saudade ou compartilhar um momento de distração, até a possibilidade de contar com alguém num momento de apuro. Mas, passado o aperto, a necessidade ou a solidão forçada, desaparece o amigo e a amizade.

Hoje, fala-se da “turma”, ou seja, colegas que se unem com fins violentos (fumam, bebem, assistem a filmes impróprios e ainda fazem brincadeiras de mau gosto), imitando tristemente o que antes se chamava valentia.

Existem companheiros de estudo que passam meses e anos juntos em idênticas angústias e alegrias. Há aqueles que trabalham e se acostumam à rotina diária de se encontra e se separar na mesma hora. Há ainda colegas que se encontram periodicamente para contar seus desamores, dificuldades e problemas e são valorizados à medida que mais escutam e menos falam. Porém, esses são os laços que se rompem com facilidade e se esquecem enquanto a vida dá um giro inesperado.

Existem também as amizades românticas, que ocultam, na realidade, outro tipo de sentimento, uma vez que geralmente advêm de namoros que infelizmente não são mais duradouros que os “coleguismos” já mencionados.

O que falta e queremos recuperar, porque sabemos que nunca deixou de existir, é a amizade filosófica, aquela que traz dentro de si o Amor ao conhecimento de um e outro, aquela que vence o tempo e as dificuldades, que gera laços de autêntica fraternidade, ainda que não haja vínculos sangüíneos envolvidos.

Por isso a definimos como filosófica, mesmo que não a chamemos assim na vida cotidiana. É filosófica porque é baseada no Amor e na necessidade de conhecimento. É a que faz com que duas pessoas tratem de se conhecer, de se compreender, passando a conhecer a si mesmas. É a amizade que faz nascer o respeito, a paciência e a constância, a que perdoa sem deixar de corrigir e a que impulsiona cada um a fim de que seja cada vez melhor para merecer o amigo. É a que desperta o sentido da solidariedade, do apoio mútuo em todo momento, a que sabe suportar distâncias e dores, doenças e penúrias.

Nós a definimos como filosófica porque cremos que somente compartilhando idéias comuns, metas semelhantes de vida, espírito idêntico de serviço e superação, possa nascer essa amizade, que não é planta de um dia nem chuva de verão.

Por isso, nós, que aspiramos à sabedoria e a buscamos com uma vontade inquebrantável, podemos e devemos, até descobrir suas linhas, cultivar este nobre sentimento, inspirando-o naqueles que do mesmo modo tratam de encaminhar suas vidas.

A amizade é um sorriso constante, uma mão sempre aberta, um olhar de compreensão, um apoio seguro, uma fidelidade que não falha. É dar mais que receber; é generosidade e autenticidade. É ainda um tesouro que vale a pena buscar e, uma vez encontrado, manter por toda a vida como sinal do reencontro das almas gêmeas e como sombra favorita do eterno.”

Diante desse valioso ensinamento, podemos concluir que a amizade não acontece sem Amor. Pois bem. Platão, tanto no Banquete quanto no Fedro, estabelece que o Amor nos leva a participar de uma vida imortal e divina. No primeiro texto, o Amor é identificado com a contemplação da Beleza que, em si, é imortal. No Fedro, graças ao Amor, nossa alma pode reabrir suas asas, elevar-se acima do Sensível e recobrar a imortalidade que lhe pertence em virtude de sua natureza própria.

O Amor, portanto, é aquilo que torna possível conduzirmos nossa vida terrena segundo os princípios de justiça, temperança e sabedoria que regem os próprios deuses. Torna possível o impossível e nos faz sentir irmãos acima das diferenças.

A filosofia ensina que “o Amor é uma coisa tremenda que une as coisas e as mantém.”

Assim, o Amor nos faz sentir e encontrar novamente Deus, e a amizade é a ponte para isso!

Para o ser humano, construir pontes é o mesmo que resgatar e viver o verdadeiro valor da amizade, visto que, como já identificamos, ela é uma das mais belas expressões do Amor. O Amor é tudo o que une, como dizia Platão, e cabe-nos colocar tudo aquilo que une sobre aquilo que divide, separa e enfraquece.

Construamos essa ponte e como nos presenteia DSG “hoje vi o Amor, e este é um canto de esperança... Se eu pude vê-lo, embora obscuro e pobre, é porque muitos já o têm visto e o verão. E será um ato de Amor devolvê-lo à glória do Amor.”

Bibliografia

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XENOFONTE, Memoráveis, Versão eletrônica. http://www.portaldetonando.com.br 

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