quarta-feira, 2 de abril de 2014

Uma Abordagem Astrológica - Casa de Euterpe


"A fim de alcançar o verdadeiro significado da Alquimia e da Astrologia, é necessário ter uma clara concepção da íntima relação e identidade do microcosmo e do macrocosmo e de sua interação. Todas as forças do universo estão potencialmente presentes no homem e em seu corpo, e todos os órgãos humanos nada mais são do que produtos e representantes dos poderes da natureza.”
Paracelso
1.      Introdução
A Astrologia é uma entre as várias formas de encontrar respostas ao sentido da vida. É uma verdade que está girando ao redor de nós mesmos, ao redor desse eterno desconhecido que sempre levamos conosco e que nunca terminamos de encontrar.
A Astrologia é uma ciência muito velha e incompreendida, que não deixa de provocar em nós a necessidade de investigação. Filósofos e cientistas da antiguidade, verdadeiros pensadores, dedicaram suas vidas inteiras ao estudo da Astrologia.
Seu nome – Astrologia – Astro-Logos, significa o estudo de uma série de fenômenos celestes, da constituição dos astros, relacionando-os com o ser humano, com os acontecimentos terrestres, individuais e coletivos; certamente, com o ser humano.
De uma maneira geral, poderíamos dizer que a Astrologia aborda o estudo da natureza e o destino do homem em relação ao momento no qual ele nasceu. Mas não se trata de adivinhar, e sim de estudar; de procurar relações, de compreender o porquê dessas relações.
Hoje, não encontramos uma linguagem suficientemente cientifica para descrevê-la, mas de fato existem certas conjunções astrais e certas tendências humanas. As estatísticas demonstram, nos agrade ou não, que entre os astros e os homens existe uma relação.
Que tipo de relação?
Para responder essa questão, recorreremos à Astrologia simbólica que está baseada em um princípio muito antigo que é o da correspondência entre o que está acima e o que está abaixo (Caibalion), ou seja, a relação entre o macrocosmo – o grande Cosmos –e o microcosmo – o homem. Estas duas entidades são semelhantes, ainda que possuam distintas dimensões; mas como são similares, apresentam grande quantidade de analogias.
Helena P. Blavatsky afirma que o Universo é um enorme ser vivo com uma Alma, e por essa razão encontramos nesta unidade uma semelhança conosco.
Plotino afirma que não é necessário que dois corpos estejam próximos um do outro para que exerçam mútua influência. Apenas é necessário que exista simpatia entre eles.
Entre os astros e o homem existe simpatia, não importa quanta distância haja entre eles; o que é preciso é que vibrem em conjunto ou que possuam a mesma natureza essencial.
De acordo com antigos ensinamentos, o grande Cosmos é como um grande corpo humano, com seus distintos órgãos e extremidades que se movem segundo suas próprias características. Assim, Cosmos e homem possuem, sim, a mesma natureza essencial.
Se olharmos para um bailarino dançando é possível que verifiquemos que quando há um braço estendido para cima, também estará voltado para cima seu olhar. Os movimentos não se produzem solitariamente, mas estão relacionados e obedecem a mesma função global.
Com esse mesmo critério, se os astros movem-se como se fossem braços de bailarino, os homens o fazem como se fossem o olhar, não porque os astros impulsionem os homens, mas, sim, porque nos deslocamos de maneira conjunta dentro da grande totalidade, devido a afinidade e a identidade de nossas naturezas.
Paracelso, o grande médico mago-alquimista, afirmava que entre o plano estelar e o homem há uma relação como se todos os corpos celestes que vemos no firmamento tivessem dentro de nós mesmos uma cópia exata. Em cada ser humano há um Sol, uma Lua, um Marte, um Saturno, um Vênus etc., e quando aquele vibra, o outro se comove.
Além disso, cientistas modernos, da escola francesa de Astrologia, declararam, por meio de estatísticas, que um bebê planeja o momento de seu nascimento: não possui um caráter formado porque nasceu em determinado dia, mas nasce em certo momento porque terá de se expressar com seu caráter que é como é, e não pode ser de outra maneira.
Somos o resultado do que fomos antes e nos expressaremos de uma única forma e apenas dessa; portanto, nascemos no único momento em que os astros exteriores estão em concordância com os astros interiores. Isso explica porque a Astrologia assinala, desde o começo, qual é o caminho dos seres humanos segundo o momento determinado em que nasceram.
Não podemos confundir essa concordância com determinismo. Se os astros indicam em seu movimento algum ascendente entre os seres humanos, não se trata de uma marca absoluta, que permite que nos manifestemos de apenas uma maneira, mas dá-nos uma liberdade de seguir múltiplos caminhos. Assim, se o homem desenvolver a personalidade, a vontade e aprender a mover-se por impulso e meios próprios é muito provável que, ao invés de ser arrastado pelo movimento dos astros, caminhe harmonicamente com eles.
De tudo isso, deduzimos que a Astrologia tem uma linguagem própria: o símbolo. Este é vital para o homem. É sua linguagem mais profunda, mais interna e mais substancial, pois é manejado no fundo de todas as expressões afetivas e mentais.
A partir dessa visão é que enxergaremos o Zodíaco. Essa franja, com suas doze divisões e seus doze signos é, na realidade, um conjunto de astros que existem, vibram e se movem em total harmonia com toda a nossa atividade. Imaginemos o mundo vivo do céu e o nosso próprio mundo terrestre.
Neste momento, não consideraremos os signos quanto à sua história e nem a sua relação com planetas, divindades, metais, perfumes, plantas ou animais. Interessa-nos, agora, os signos em relação à Psicologia e ao caráter do homem. A antiga Astrologia deixou-nos retratos práticos muito úteis.
2. O Zodíaco, os Elementos e as Modalidades
2.1. O Zodíaco
O Zodíaco representa o círculo da vida. A jornada do Sol através do ano é um drama de nascimento (primavera), atividade (verão), morte (outono) e renascimento (inverno).
Os quatro pontos principais são os equinócios e os solstícios:
*     no equinócio de primavera, os dias e as noites têm duração igual, embora os dias comecem a ficar mais longos. Isso é próprio da estação de crescimento vibrante, potente, seja da terra ou da consciência humana;
*     o solstício de verão marca o dia mais longo do ano e, portanto, a estação mais viva, mais abundante. É o momento em que os dias começam a ficar mais curtos;
*     no equinócio de outono, os dias e as noite ficam novamente iguais, mas agora as noites começam a ficar mais longas e o mundo dirige-se à morte outonal;
*     o solstício de inverno marca o dia mais curto e mais escuro do ano e o Sol começa outra volta e os dias passam a ficar mais longo outra vez.
Assim, o Zodíaco significa todo o processo de desenvolvimento da consciência humana. Esse ciclo sazonal é formado por dois princípios opostos: a Força do Dia e a Força da Noite.
A Força do Dia é essencialmente individualista e representa o crescimento do ego, enquanto a Força da Noite é coletiva e mede nossa integração com unidades sociais e espirituais maiores.
Assim, a roda pode ser dividida em quatro quadrantes:
*     primeiro quadrante (Áries, Touro, Gêmeos) relaciona-se ao desenvolvimento individual e pessoal;
*     segundo quadrante (Câncer, Leão, Virgem) relaciona-se com as relações interpessoais, com a família, com os filhos etc.;
*     terceiro quadrante (Libra, Escorpião, Sagitário) tem a ver com relacionamentos com pessoas fora da unidade familiar;
*     quarto quadrante (Capricórnio, Aquário, Peixes) relaciona-se ao desenvolvimento de interesses transpessoais e atividades que envolvem a comunidade ou o mundo como um todo.
2.2. Os Elementos (temperamento básico)
Jung acreditava que os quatro elementos componentes da realidade psíquica da astrologia simbolizavam as quatro funções que governam a psique humana:
*    intuição – fogo;
*    sentimento – água;
*    pensamento – ar;
*    sensação – terra.
Cada um de nós desenvolve uma dessas quatro funções em um grau mais alto do que as outras; essa é a nossa função dominante. Seu oposto torna-se automaticamente nossa função inferior, representando um modo de julgar ou perceber que é nosso ponto cego, parte de nosso ser não desenvolvida.
É importante salientar que nenhuma função é melhor que outra. Todas as quatro têm qualidades necessárias à percepção holística e à avaliação do mundo.
2.2.1. Fogo (intuição)
A intuição é o ponto forte deste tipo. Tal como acontece com o tipo sensorial, ele é considerado irracional no sentido de não julgar. Mas este difere do anterior pelo fato da sua percepção ser baseada em conceitos mentais ou espirituais. Adquire o seu conhecimento não por acumular e catalogar fatos, mas sim pelo entendimento espontâneo que emerge na consciência.
O fogo é o elemento astrológico do tipo intuitivo. Áries, Leão e Sagitário são os signos do zodíaco que pertencem ao fogo. As pessoas com predominância de signos do fogo tendem a inflamar-se facilmente. A sua espontaneidade é quase proverbial. Áries vê acima de tudo a ação, deixando todo o resto de lado. Os do signo de Leão são conhecidos por serem tão diretos e imediatos quanto uma criança. Aqueles cuja carta astral é dominada por Sagitário vivem o mundo através de um conhecimento visionário.
O indivíduo com uma função intuitiva dominante corre o risco de ver-se limitado pelos duros fatos da realidade. Se, no seu fervor, ele ignora as limitações do material, a sua energia espiritual anula-se. A sua devoção e visão de longo alcance podem fazer com que ignore aquilo que é óbvio. Grandes visões permanecem no mundo da mente, insatisfeitas.
O semideus Prometeu trouxe o fogo até aos humanos, o qual é a fonte do seu desenvolvimento espiritual e mental. Mas se este fogo não tivesse sido utilizado de forma prática, ele teria sido inútil e desapareceria sem deixar rasto. Neste aspecto, é importante para o tipo fogo não se isolar em esferas espirituais, e sim valorizar e cultivar as funções opostas da sensação e do realismo.
2.2.2. Água (sentimento)
O tipo sentimental é o pólo oposto do tipo pensante. Seguindo o princípio "os opostos atraem-se" é comum membros de ambos os tipos sentirem-se fascinados um pelo outro. Tal como faz com a função do pensamento, Jung chama à função do sentimento de "racional". Esta se difere da primeira por avaliar situações e pessoas por meio de critérios emocionais. Este tipo é muito sensível a estados de espírito e a ambientes.
Em Astrologia, o horóscopo do tipo sentimental mostrará uma predominância dos signos da água, Câncer, Escorpião e Peixes. Estes três signos aproximam-se do seu meio-ambiente de um ponto de vista emocional. Os tipos de água agem normalmente conforme as suas emoções, mais do que por argumentos racionais. O mais importante para si é o bem-estar pessoal – o deles próprios, bem como o dos outros. Intuição, compaixão e empatia, por exemplo, são típicos dos signos Câncer e Peixes.
O indivíduo com uma predominância do elemento água é, ao contrário do tipo ar, dotado do talento de estar aberto à dimensão do inconsciente. Os sonhos e a imaginação são-lhe particularmente importantes. O Escorpião, por exemplo, está ligado ao instintivo, ao lado obscuro da vida.
Se a função do sentimento se encontra excessivamente desenvolvida em uma pessoa, esta corre o risco de se afastar completamente do mundo dos pensamentos. É controlada por impulsos subjetivos não aceitando a razão como uma medida válida. Ainda que as reações do tipo água a situações pessoais sejam na sua maioria infalivelmente exatas e apropriadas (Liz Greene), é imprescindível que estas pessoas aceitem a importância do mundo da lógica.
2.2.3. Ar (pensamento)
O tipo pensante tem o pensamento como função predominante. Este indivíduo vê o mundo de forma racional. Analisam tudo de acordo com a lógica das leis aristotélicas e fazem as suas avaliações usando critérios objetivos. Tendem a categorizar os fenômenos do seu meio-ambiente. É bom a fazer e a receber críticas, a tirar conclusões ou a encontrar evidências.
Astrologicamente falando, esta função reflete-se nos signos do ar Gêmeos, Libra e Aquário. Em Relacionamentos Liz Greene aponta para o facto de no zodíaco o elemento ar ser o único que não é representado por animais. Gêmeos e Aquário são figuras humanas e Libra é um instrumento de medição objetiva. Liz Greene escreve:
O ar é o elemento tipicamente humano, o mais afastado da natureza instintiva e é justamente o reino humano que, nos últimos duzentos anos, tem desenvolvido ou desenvolvido em excesso o pensamento como o seu grande dom.
Se em um horóscopo mais que um planeta e/ou o ascendente encontram-se em signos do ar, o indivíduo compreenderá o seu meio-ambiente principalmente por meio da mente racional. Interessa-se por discussões racionais, não por sentimentos. Com uma predominância do elemento ar, a função do sentimento permanece freqüentemente subdesenvolvida. Poderá ser-lhe difícil decidir algo em "nível visceral" ou aceitar critérios subjetivos. Poderão existir dificuldades em mostrar emoções ou em reagir de forma emocional.
Uma função demasiado desenvolvida do pensamento que ignora as outras funções leva a uma frieza emocional, falta de imaginação e a uma forte instabilidade.
2.2.4. Terra (sensação)
O tipo sensorial de Jung representa um dos dois modos irracionais de percepção. "Irracional" não é aqui usado com sentido depreciativo – o que somos tentados a fazer nesta nossa era dirigida pelo pensamento objetivo. Significa simplesmente que esta função não julga as coisas. Este indivíduo chega a um entendimento por meio dos seus sentidos. Ele conta com aquilo que vê, ouve, toca, saboreia e cheira. Poderíamos chamá-lo o realista entre todos os tipos, o mais "terra-a-terra".
Em astrologia a função da sensação é representada pelos signos do elemento terra, Touro, Virgem e Capricórnio. Estes signos interessam-se pelo que é real ou concreto. Agarram-se às coisas, no verdadeiro sentido da palavra. A pessoa do elemento terra colhe os estímulos do seu meio-ambiente e categoriza-os. É prática e sóbria. O material e o físico são o seu domínio. É aqui que ele é forte e tem um bom sentido do que é praticável e apropriado.
O tipo terra pode confiar nos seus sentidos sem sequer se perguntar se "faz sentido". Ele é menos aberto à dimensão do significado do que o seu oposto, o tipo intuitivo. Um exemplo: os dois passeiam juntos pelo bosque. Enquanto a pessoa intuitiva aprecia o poder simbólico da mãe natureza, a pessoa do tipo terra medirá as árvores, considerando talvez o seu valor para construir mobília.
Uma pessoa que só consegue ver as coisas materiais perde facilmente a sua ligação com o todo. Se lhe perguntarem pelo significado da vida, talvez encolha os ombros. Rodeado de coisas, ele não pensa a respeito do seu significado. Por esta razão, é fascinado – positiva ou negativamente – por pessoas do tipo intuitivo. Para que não desperdice o seu lado mental ou espiritual, necessita de expandir a sua visão da realidade
2.3. As Modalidades (modos de expressão)
Cada signo pode ser classificado de acordo com o seu elemento e segundo seu modo.
Os três modos de classificação dos signos – cardinal, fixo e mutável – correspondem com bastante exatidão às três gunas: rajas (atividade), tamas (inércia) e sattva (espírito ou harmonia), respectivamente.
2.3.1. Cardinal (força centrífuga)
Os signos cardinais (Áries, Câncer, Libra, Capricórnio) iniciam a energia. Seu poder dirige, é a vontade de agir. Arremetem para frente e tudo o que se pode fazer é sair do caminho deles.
Entre as três gunas, o modo cardinal corresponde a rajas. Assim, as pessoas cujos horóscopos trazem ênfase nos signos cardinais estão no caminho da ação.
Signos cardinais são como o primogênito de uma família – levados a realizar ou perseguir uma visão que está praticamente fora de alcance. O descanso não é fácil para esses tipos, a menos que tenham uma súbita queda de energia.
O ciclo encarnatório do modo cardinal é um período de produtividade e ação. Normalmente, há um sentido de urgência com os signos cardinais – se não agirmos agora, vamos perder aquele momento.
2.3.2. Fixo
Se os signos cardinais se empenham na atividade apenas pela atividade, os signos fixos (Aquário, Leão, Touro e Escorpião) agem apenas quando é absolutamente necessário. A energia cardinal é como um furacão, arrasando tudo em seu caminho. Os signos fixos capturam esse furacão em suas mãos fortes e o enraízam – ou mais precisamente, fixam-no – em um ponto. Transformam o poder do vento em moinhos para que ele produza algo terrível.
Entre as três gunas, tamas corresponde aos signos fixos. O poder de cada um dos quatro elementos (fogo, terra, ar e água) fica concentrado nos signos fixos e assim podem realizar sua forma de expressão mais poderosa.
O lado positivo dos signos fixos é a estabilidade. São os construtores, seja de coisas terrenas (Touro), criações artísticas (Leão), poderes ocultos (Escorpião) ou idéias e visões que mudarão o mundo (Aquário).
A fixidez é a modalidade que nos permite segurar ou preservar aquilo que começou no modo cardinal e que será dispersado no mutável.
Tipos fixos têm maior resistência que outros e a mais extrema expressão de cada um dos quatro elementos é experimentada em seu modo fixo: a expressão mais extrema de fogo é Leão; de terra, Touro; de ar, Aquário; e de água, Escorpião.
 2.3.3. Mutável (movimento ondulante)
O fluxo de energia inicia-se com os signos cardinais; nos fixos, essa força é capturada, enraizada em um ponto e transformada em uma base de produtividade. Nos signos mutáveis (Gêmeos, Virgem, Sagitário, Peixes), a força espirala a partir de sua base fixa e cresce, comunica, educa, tomando formas variáveis.
No sistema das três gunas, os signos mutáveis correspondem a sattva, que significa harmonia.
Os signos mutáveis possuem uma inclinação espiritual natural e representam a energia que espirala de volta à sua fonte, porém têm dificuldade para lidar com o mundo material, pois a natureza difusa e variável de sua energia com freqüência torna difícil para eles concentrar sua atenção no aqui e no agora. Estão normalmente conscientes de que estão em busca de algo – mas nem sempre sabem que estão em busca de libertação.
Tipos mutáveis também manifestam muita confusão quando se trata de assuntos emocionais em geral e relacionamentos em particular. Seus talentos residem na esfera da ação mental e/ou espiritual, não na do relacionamento.
Tendem a viver segundo sua própria moralidade individual – uma moralidade que pode relacionar-se mais com sua espiral única de percepção do que com quaisquer formas de tradições sociais.
Estão, com freqüência, perfeitamente conscientes de todos os grãos de areia em uma praia, e de que esta é apenas uma dentre milhões de praias em um planeta, e de que este planeta é apenas um dentre milhões de corpos que flutuam pelo espaço. Por isso, tecer considerações práticas pode ser um verdadeiro desafio para tipos mutáveis.
Talvez o melhor conselho que essas pessoas podem receber é: sim, você conseguirá vivenciar isso tudo, mas pare de tentar experimentar tudo de uma vez.
3. Os Signos

3.1. Carneiro ou Áries – 20 de Março a 20 de Abril

Palavra-chave: “eu sou”.
Áries é o primeiro signo da roda zodiacal e, embora não haja início ou fim em um círculo, sua função simboliza a primeira na evolução humana.
O intelecto de Áries é resoluto e volátil. Áries representa o poder do ego individual emergindo do oceano coletivo. A plena força do espírito marciano é empregada na batalha do ser. Áries está no princípio das coisas. Tudo para ele é perpetuamente novo. É o arquétipo do pioneiro, do explorador de novas terras.
Os arianos vivem em busca de drama, aventura e, acima de tudo, novos inícios. A natureza cardinal e ígnea de Áries dá muito pouco descanso a esses indivíduos. Estão em constante movimento e, quando suas vidas ficam muito calmas ou as coisas começam a ficar monótonas, estão prontos, como Marte, para uma batalha, ou como Jasão, para uma demanda heroica.
Esses indivíduos estão ligados de forma muito pessoal com seu próprio processo de desenvolvimento, seu impulso em não deixar que nada fique no caminho do autoconhecimento ou da realização pessoal. Os que têm o Sol em Áries são particularmente concentrados em expressar seu “eu sou” em sua forma mais pura.
Em Áries, descobrimos que nossas batalhas nos forçam a lidar com o mundo das aparências, mas no final estamos mais próximos da compreensão de nós mesmos e do dom da consciência que foi por nós recebido.
3.2. Touro – 21 de Abril a 21 de Maio
Palavra-chave: “eu tenho”.
 “Sustento” é um princípio a que Touro está fortemente ligado. A Astrologia considera Touro, o signo da terra fixa, o signo mais fértil, frutífero e constante. Embora algumas pessoas possam se queixar da lentidão de Touro para agir ou de sua intolerável teimosia, Touro como o touro, firma-se e cria raízes em um lugar até que esteja pronto para se mover. Então, como se um pano vermelho fosse agitado diante dele, torna-se uma locomotiva. Mas, esse processo ocorre para Touro apenas quando ele está pronto, não necessariamente quando as outras pessoas esperam que ele esteja.
Seu arquétipo é o do mestre artesão.
Touro está relacionado à fixidez, fertilidade, fecundidade e segurança – todas as energias que de alguma forma se relacionam às coisas que crescem na terra. Embora nem todo Touro seja jardineiro, é verdade que suas vidas são paralelos próximos à natureza. Quando vive sua vida de acordo com as quatro estações, vive em harmonia com sua natureza.
A paciência e o conhecimento interior de que “para tudo há uma estação” são os maiores dons de Touro e a capacidade taurina de armazenar ou consumir quando necessário é uma habilidade igualmente valiosa.

3.3. Gêmeos – 22 de Maio a 22 de Junho

Palavra-chave: “eu penso”.
Pensamos em Gêmeos principalmente como o signo do intelecto e da dualidade. O simbolismo do intelecto deriva-se de seu planeta regente, Mercúrio. A dualidade de Gêmeos relaciona-se ao fato de que é um signo duplo (ou seja, gêmeos). Por isso representa com freqüência o conflito entre o ego e a sombra em uma dada personalidade. O ego sempre luta para tomar o caminho consciente, seja baseado na vontade individual ou nas tradições da sociedade como um todo. A sombra, nosso lado oculto, representa todos os valores que reprimimos ou nos recusamos a reconhecer como nossos – que podem ser brutais e violentos, ou espirituais e transcendentais, dependendo do sistema de valores utilizado para dar forma ao ego consciente.
O lado sombrio está sempre se arrastando para fora da escuridão e entrando na luz da personalidade do tipo de Gêmeos; é por isso que os consideramos volúveis, inconsistentes e potencialmente traiçoeiros.
O terceiro signo do zodíaco é o primeiro dos signos humanos e o primeiro dos signos de ar, o reino dos relacionamentos mentais e sociais.
Outro aspecto da dualidade geminiana é a separação entre o mundo físico (corpo) e o mundo mental (mente). As atividades externas são realizadas de forma automática, enquanto a mente continua sua palração interior, inteiramente afastada do que está realmente acontecendo do lado de fora. Geminianos mais evoluídos integram sua dualidade de tal forma que são concentrados e voltados para uma direção em particular. Dessa forma, desafiam a si mesmos a explorar áreas novas e desconhecidas da mente humana.
Muitos geminianos buscam incansavelmente a vida ideal, experimentando muitos estilos de vida no processo.
Quando a dualidade de Gêmeos está unida e concentrada, grandes realizações se tornam possíveis.

3.4. Câncer, o Caranguejo – 23 de Junho a 22 de Julho

Palavra-chave: “eu sinto”.
A partir de Câncer, a força solar do ego atingiu seu limite e a individualidade desenfreada deve agora abrir caminho para as necessidades da humanidade coletiva.
Os cancerianos podem ter dons psíquicos, pois são particularmente abertos ao influxo de vastas forças universais, que se canalizam para os confins da consciência individual da pessoa, quer o canceriano decida ou não ser um desses canais.
Em Câncer a necessidade de segurança está no reino emocional. Quando a mãe, a honra da família ou o ninho estão ameaçados, o canceriano pode responder instintivamente.
A quarta casa, domicílio de Câncer, representa a família, as raízes do individuo. O lugar de Câncer na roda representa laços familiares primitivos e o efeito que esses laços têm na capacidade da pessoa individualizar-se.
Lembrando que estamos rodeados pela água em Câncer, aparece aqui sentimento, sensibilidade ao ambiente e forte absorção. Isso, aliado ao fato de que Câncer necessita de um lugar seguro para estar, responde pela premente necessidade canceriana de constantemente buscar um lugar que ofereça a segurança de que ele precisa.
Câncer está envolvido no contínuo processo de absorver sentimentos do ambiente humano e tem muito trabalho para separar-se de qualquer coisa. Também tem dificuldade em ser objetivo a respeito daquilo que acaba de encontrar, pois Câncer está no ponto mais intenso de subjetividade. Então tudo o que existe afeta potencialmente Câncer de modos extremos no nível interior.

3.5. Leão – 23 de Julho a 22 de Agosto

Palavra-chave: “eu quero”.
Leão tem a reputação de majestoso e dominante e os ditadores representam o aspecto de Leão negativo.
Muitas de nossas associações mitológicas com Leão referem-se a reis e rainhas, heróis e heroínas, que dominam os animais selvagens e representam a intrepidez e a coragem. Dessa forma, a sabedoria em Leão está ligada, em primeiro lugar, à capacidade da pessoa de levar a melhor sobre a fera ou o inimigo e, em segundo, de proteger sua cria ou reino desses inimigos (internos ou externos).
A figura principal de Leão é o pai. Quando o próprio Sol está em Leão, é definida a individualidade da pessoa e exaltada a paternidade ou as qualidades vivificantes motivadoras.
Em astrologia médica, a ligação de Leão é com o coração e este representa a função vital da vida. Em uma sociedade altamente tecnológica, em que a liderança de um homem é medida por sua riqueza e seu poder, o preço freqüentemente é o coração humano. Nessa fase de nossa evolução pessoal e planetária, o coração é o que mais carece de desenvolvimento e, conforme a Era de Aquário firmemente se enraíza na consciência do planeta, a função deste signo de polaridade, Leão, será assegurar que assim seja.

3.6. Virgem – 23 de Agosto a 22 de Setembro

Palavra-chave: “eu analiso”.
Virgem trata da transformação da personalidade de um estado infantil ou virginal para uma individualidade mais sábia e madura. Essa transformação pessoal deve ocorrer para que possamos nos reorientar para interesses universais e não mais pessoais, pois Virgem é o último signo da metade pessoal do zodíaco. Essa transformação nos leva a realizar algum tipo de serviço dedicado aos outros; por isso, Virgem é freqüentemente chamado de signo do serviço.
O estágio representado por Virgem na seqüência zodiacal diz respeito ao estágio final ou mais aflorado do desenvolvimento individual antes que se atinja o primeiro estágio de desenvolvimento coletivo em Libra.
Tipos de Virgem, na pior das hipóteses, transformam seu próprio corpo e mente por intermédio de dieta, ioga ou outras técnicas, de forma que conseguem atingir o tipo de completude necessária para realmente ajudar ou servir os outros.
Em seu aspecto negativo, virginianos viciados em trabalho, com freqüência, encontrarão uma crise que os forçará a alterar a rotina. São constantemente lembrados de que seus órgãos físicos são sensíveis e vulneráveis e devem ser mantidos na melhor forma possível.
Aqueles que têm o Sol em Virgem naturalmente concentram sua atenção na sintonia fina do corpo, da mente e do espírito, resultando em um poderoso senso de devoção que se esforça para criar um mundo perfeito, com tudo em seu lugar. Daí vem a grande capacidade analítica de Virgem, guiada por seu regente Mercúrio, bem como o alto grau de discernimento.

3.7. Libra, a Balança – 23 de Setembro a 22 de Outubro

Palavra-chave: “eu equilibro”.

Libra é o único signo representado por um instrumento, e não por uma figura humana ou animal. A balança representa os constantes atos de equilíbrio em que se envolvem os librianos por causa de seus parceiros. Os pratos de Libra estão constantemente pesando e medindo a qualidade, a igualdade ou a justiça de seus atuais relacionamentos.

Em Libra, a força da noite está aumentando, de forma que o simbolismo aqui mostra o individuo que começa a reconhecer a necessidade dos outros, do coletivo. Assim, os pratos de Libra são normalmente menos inclinados para o “eu” e mais para os outros. Constitui o lugar mais distante do “eu” na roda, portanto imerso no “outro”.
Por que Libra também representa a parte da roda em que estamos interessados no importante relacionamento de casal e no equilíbrio desse relacionamento com o “eu”. O signo apresenta um importante desafio: ver as relações sob um ponto de vista centrado. Libra é conhecido por sua incapacidade de tomar uma decisão porque pode ver ambos os lados de qualquer questão e sempre se esforça para ser justo. A tarefa mais difícil para o libriano é ver as coisas de uma posição autocentrada, e por isso com freqüência ele se sacrifica tanto quando se trata de relacionamentos.
Indivíduos de Libra esforçam-se em prol do equilíbrio, da justiça, da cooperação, da harmonia e da beleza na vida e especialmente no relacionamento. Porém, o essencial de Libra não é falar de modo eloqüente de beleza, harmonia e equilíbrio como uma visão ideal, mas enquanto está no meio de um relacionamento, cujo centro é um campo de batalha, envolver-se no processo pessoal, aceitando (em vez de projetar) as partes feias e imperfeitas. Com base nisso, tomar a responsabilidade por suas próprias ações na interação de opostos existente no relacionamento.

3.8. Escorpião – 23 de Outubro a 22 de Novembro

Palavra-chave: “eu desejo”.
Escorpião é associado à descida ao mundo subterrâneo. Isso significa uma jornada às profundezas de nosso ser – inevitavelmente dolorosa, pois nos força a enfrentar nossos demônios interiores e complexos psicológicos. Mas, Escorpião também traz a promessa de ressurreição, de retorno à luz. Assim, é visto como um signo de transformação.
Realmente, o processo de Escorpião diz respeito à vida, à morte e ao renascimento. Esse é um tema constante na vida dos indivíduos de Escorpião – eles tipicamente experimentam uma experiência de morte ou próxima da morte, para em seguida renascer e, como a fênix, reerguer-se das cinzas do que foram e voar a novas alturas. Esse processo é raramente vivido de boa vontade, pois Escorpião é água fixa e nem sempre aprecia as mudanças.
O escorpiano típico pode ter um desejo de morte, mas o que esses escorpianos aparentemente obcecados buscam real ou inconscientemente não é a extinção do corpo físico tanto quanto a morte e o renascimento da consciência. Eles podem ter hobbies como corridas de carro ou pára-quedismo, ou podem tentar se destruir com sexo e drogas, mas no fundo buscam a transformação interior. É por meio dessa transformação interior que descobrimos a sabedoria; Escorpião, conseqüentemente, é um signo de sabedoria.
O Sol em Escorpião nos pede que nos separemos de alguns dos sentimentos e dos padrões subconscientes que adquirimos no início da vida. O ato de separação ocorre, tipicamente, por meio de experiências que envolvam nossos parceiros íntimos. Por intermédio dessas parcerias, o escorpiano também terá muitos problemas para lidar com o poder.
Como vimos, Escorpião representa a descida do consciente a seu mundo subterrâneo pessoal. Ali, nas profundezas de nossa lama, nosso antigo ego-consciência morre para que possamos renascer. Por isso, Escorpião é um dos mais profundos e complexos signos.

3.9. Sagitário, o Centauro – 23 de Novembro a 22 de Dezembro

Palavra-chave: “eu compreendo”.

Em Sagitário o poder da noite, da humanidade coletiva, é o que continua crescendo. Assim, Sagitário representa o estágio em que as preocupações pessoais ou individuais estão em um nível mínimo e as preocupações universais tornam-se as principais. Esse fato pode ser o motivo pelo qual se diz que os sagitarianos se perdem em conceitos filosóficos obscuros, negligenciando as realidades cotidianas enquanto vagueiam com a cabeça nas nuvens.

Considerando seu co-regente – o centauro Quíron – em Sagitário, nos conscientizamos dos três aspectos do “eu”: a natureza animal dirigindo-nos de baixo, a natureza humana (alma aprisionada em um corpo) e a natureza divina.
A seta de Sagitário está sempre apontada para cima, para o divino, como o olhar daquele que está preocupado com mundos ou galáxias distantes – nosso lar nas estrelas. Muitos sagitarianos estão bastante conscientes dessas três naturezas dentro de si, cada uma com sua voz distinta, e com freqüência sentem dificuldade em aceitá-las como parte de um “eu” que deve ser integrado e mantido em equilíbrio. A consciência desses três aspectos da natureza interior de uma pessoa, assim como a transmissão de energia do animal ao espiritual, é o que torna os seres humanos únicos entre as criaturas do mundo. Em Sagitário, essa consciência é testada até os limites.
Sagitário sempre foi considerado um signo de sorte, seja no jogo (que o signo rege) ou simplesmente na vida. O otimismo e o conhecimento interior que o sagitariano possui (alguns diriam que anjos da guarda o acompanham em cada aventura) podem derivar do fato de que Júpiter é seu regente.
Há algo distintamente selvagem em alguns sagitarianos. Com freqüência parecem prontos a sair correndo, principalmente em situações sociais. Sentem-se desconfortáveis em meio a multidões e estão em casa quando estão ao ar livre. Têm a ingenuidade dos bichos selvagens e podem parecer meio deslocados no “mundo real”. Mas sua ligação com a natureza impede sua filosofia (considerado o signo da filosofia) de tornar-se demasiado abstrata e torna sua sabedoria tão essencialmente humana.

3.10. Capricórnio, a Cabra – 23 de Dezembro a 21 de Janeiro

Palavra-chave: “eu uso”.
Em Capricórnio, encontramos o simbolismo do afastamento invernal, da sexualidade latente, do renascimento espiritual e um poderoso senso de finalidade, tudo combinado.
Os arquétipos míticos de Capricórnio são diversos, incluindo Vesta, Pã, Amaltéia e Saturno. Vesta e Saturno representam um tipo rigidamente controlado, cujo comportamento deve ser impecável, enquanto Pã e Amaltéia, as cabras e os sátiros, representam a liberdade e o abandono sexual do signo.
Assim, um nativo de Capricórnio deve certamente ter uma mistura desses elementos, guiado pela paixão e desejo selvagem de um sátiro, mas vivendo em uma época em que esses desejos devem ser discretos e cuidadosamente dosados para evitar punições ou humilhação pública.
O controle, ou mais precisamente, o autocontrole é na verdade o tema de Capricórnio. Quando chegamos a esse estágio final da terra na mandala astrológica, espera-se que tenhamos adquirido algum controle sobre esse reino terrestre, o que inclui os apetites físicos. De Capricórnio espera-se um comportamento e uma força moral dignos do estágio final da terra.
Capricórnio é associado à obstinação, obstrução e rigidez. Sua reputação é de frieza, afastamento, perfeccionismo e materialismo. A necessidade de estar no controle pode se dever também à sua regência por Saturno.
Em Capricórnio o arquétipo do pai (diferentemente de Leão) representa a ligação com o pai terra, ou a influência e a orientação que o pai dá ao filho para que esse faça seu caminho no mundo, dando-lhe auto-estima e autoconfiança e, finalmente, repassando o “reino” ou regência ao filho.
O Sol em Capricórnio representa a luz brilhando no alto na montanha, vigiando as ações da humanidade. Ao ocupar o poder e as altas posições, Capricórnio cumpre seu destino solar.
Em Capricórnio, a roda solar é girada pela quarta e última vez. Atingimos certa mestria em Capricórnio – e, se isso envolve seja uma mestria interior, espiritualmente dirigida, ou um domínio exterior, notoriamente dirigido sobre os outros, atingimos o pico da montanha. Nesse ponto, devemos voltar ainda mais nossa atenção às necessidades do coletivo, um processo exemplificado nos últimos dois signos: Aquário e Peixes.

3.11. Aquário, o Aguadeiro – 22 de Janeiro a 20 de Fevereiro

Palavra-chave: “eu sei”.
A imagem de Aquário mostra o carregador de água derramando as águas da vida. Para os egípcios, Aquário representava o poder espiritual vital que renova e fertiliza todas as coisas.
Aquário representa a liberdade, a união da ciência e da magia e o poder da individualidade equipada para o serviço de um todo maior. Signo do ar, busca a liberdade de pensamento e, se não consegue obtê-la, sente-se acorrentado como Prometeu.
Em Aquário, o deus ou a deusa está derramando o cântaro sobre a terra, indicando que o conhecimento existe no plano celeste e deve ser transmitido ao terrestre. Esse é o comprimento de onda de muitos aquarianos; os que não travaram contato apropriado com suas informações, ou acham que as deram de presente a um mundo que ainda não estava preparado para recebê-las, se vêem em um lugar solitário e isolado e, portanto, fora de harmonia com a “vida na Terra”.
Para aquarianos não basta receber informações. O cântaro está virado para baixo – ele deve transmitir essa informação para os outros para que eles não tenham de viver na escuridão.
Em Aquário, em que princípios universais são enfatizados – e não pessoais, o temperamento inflamado, ígneo do Sol está em detrimento, pois ele encontra pouca satisfação em um signo em que todos são considerados iguais.
Diz-se que os aquarianos estão à frente de seu tempo, e por isso levemente fora de sincronia com o mundo que os rodeia.

3.12. Peixes – 21 de Fevereiro a 19 de Março

Palavra-chave: “eu creio”.
Além dos aspectos profundos e sonhadores do mar, Peixes deve ser associado ao aspecto violento do oceano que não pode ser ignorado. Para Jung, o oceano sempre simbolizou a mente grupal, ou o inconsciente coletivo.
Assim, os piscianos são descritos como sonhadores, míticos e artísticos, pois todos esses indivíduos nasceram com ao menos um pé nas águas da mente coletiva.
Porém, nem todos os piscianos são inspirados a tais níveis pelo oceano cósmico dentro deles; em vez disso, muitos são levados a vícios sérios porque ficam “perdidos no mar”. O inconsciente coletivo é o oposto da consciência individual; na personalidade pisciana, portanto, o ego individual pode ser bem fraco, enquanto o manancial de imagens universais é excepcionalmente forte. Conseqüentemente, o pisciano é facilmente influenciado e pode chegar a acreditar que seu ponto de vista intuitivo da realidade é um tanto inapropriado ou simplesmente errado. Em Peixes, a força vital do Sol é dirigida e expressa em um contexto universal. A personalidade de Peixes é com tanta freqüência diluída por sua fusão com o mundo que o rodeia que seu ego pode assemelhar-se a uma frágil jangada à deriva em um mar vasto.
Assim, na vida comum, essa sedução pelo inconsciente normalmente toma a forma de abuso de álcool e drogas, outra tempestade interna associada a Peixes e sua casa natural, a Décima Segunda.
Muitos piscianos “vêem” coisas que os outros simplesmente não são capazes de ver. Portanto, o pisciano balança entre dois mundos – o reino terrestre que parece estar correto de acordo com todas as outras pessoas – e o reino cósmico, de que os piscianos estão bem conscientes.
Esse dilema é personificado no símbolo astrológico de Peixes, dois peixes nadando em direções opostas, mas unidos por um cordão. O objetivo final é ter ambos os peixes saudáveis, energéticos e em contato com seu processo, nadando alegremente em círculos como golfinhos.
O Amor e a Compaixão são pedras angulares da mensagem de Peixes. A verdadeira fusão com o inconsciente coletivo exige a entrega do ego pessoal. Após se tornar um só com todos os viventes que resposta poderíamos ter do universo que nos rodeia, exceto a compaixão? Os piscianos não apenas são os maiores alcoólatras, mas também são os maiores conselheiros, artistas, músicos e místicos, quando conseguem dar essa resposta.
A fé absoluta ou a confiança no universo é o maior desafio que os indivíduos de Peixes encaram. É também sua maior força.
O dom de Peixes não é a capacidade de ver claramente de um ponto de vista racional, mas antes olhar para dentro e responder com o coração, um dom baseado na crença em um poder maior que torna as coisas certas.
4. O Valor da Astrologia
Lembrem-se sempre de que a Astrologia não é fatalista. A influência dos astros predispõe, não compele. A maioria de nós é levada a uma cega obediência à influência dos planetas (consciente ou inconscientemente) e de nossos esquemas eletromagnéticos inatos, bem como de nosso ambiente, nossa hereditariedade e à vontade dos mais fortes do que nós. Não demonstramos percepção e, portanto, nenhuma resistência; e nossos horóscopos se ajustam a nós como impressões digitais.
Somos movidos como peões em um tabuleiro de xadrez no jogo da vida, mesmo quando zombamos ou ignoramos as verdadeiras forças que nos movem. Mas qualquer um pode erguer-se acima das influências de sua natividade. Usando o livre-arbítrio ou a força da alma, qualquer um pode dominar seu temperamento, mudar seu caráter, controlar suas atitudes e as atitudes dos que lhe estão próximos. Quando fazemos isso, passamos a ser os jogadores e não os peões no jogo de xadrez.
Uma antiga lenda conta que um homem foi pedir a um sábio místico a chave do poder e dos poderes ocultos. Ele foi levado até a margem de um lago cristalino, e o mago disse-lhe que se ajoelhasse. Depois o mago desapareceu, e o homem ficou sozinho, contemplando sua própria imagem refletida na água.
Assim, ao invés de nos submeter, devemos questionar: o que posso fazer com essas habilidades e inclinações? O que posso oferecer ao mundo?
Uma antiga máxima egípcia diz “se vais por um caminho construído cada dia com as tuas próprias mãos, chegarás ao lugar onde deves chegar.”
Ora, como construir esse caminho, aproveitando nossas habilidades e inclinações? E aproveitando-as, como pô-las a serviço da humanidade?
Sendo Filósofos!
Ora, como podemos ser filósofos? Todos os seres humanos, embora não o saibam e não tenham um titulo, são filósofos. A Filosofia é uma atitude perante a Vida.
Essa atitude deve ser ativa para que possamos construir nosso próprio caminho.
Ser filosofo é, então, ter essa atitude, apesar das inclinações, das predisposições. O filósofo tem chaves de ação para enfrentar todas as situações e as experiências, chaves que a Filosofia proporciona quando se torna vital e global.
Esse é o intento filosófico.

Bibliografia
1.      GUTTMAN, Ariel e Kenneth Johnson. Astrologia & Mitologia. São Paulo. Editora Masdras. 2005.
2.      GOODMAN, Linda. Seu Futuro Astrológico. Rio de Janeiro. Record. ____ .
3.      GUZMÁN, Délia Steinberg. Filosofia, a Arte de Aprender a Viver. Coleção Pérolas de Sabedoria. Brasília. Edições Nova Acrópole. 2008.
4.      GUZMÁN, Délia Steinberg. O Caráter Segundo os Astros. Coleção Pérolas de Sabedoria. Brasília. Edições Nova Acrópole. 2005.
5.      HOWELL, Alice O. O Simbolismo Junguiano na Astrologia. São Paulo. Editora Pensamento. 1997.
6.      LEWIS, James R. Enciclopédia Astrológica. São Paulo. Makron Books. 1998.

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