terça-feira, 4 de março de 2014

Eu e Você Somos Um - Casa de Euterpe

Art by Catherine Alexandre
Estudo filosofia há alguns anos e por isso tenho em minha mesa de cabeceira vários livros que costumo consultar diariamente. Faço isso com o objetivo de provocar alguma reflexão, pois se deixarmos isso ao gosto do tempo nunca acontecerá.
Assim, na semana passada, peguei um desses livros e abri aleatoriamente. O livro era “A Voz do Silêncio” e o texto que “sorteei” foi o seguinte: “se do vestíbulo da Sabedoria pretendes passar ao Vale de Bem-Aventurança, fecha por completo teus sentidos, discípulo, à grande e cruel heresia da separatividade que te afasta dos demais.”
Diante dessa máxima, pus-me a refletir, até onde sou capaz de fazê-lo, acerca de tal obra. O que precisamos entender a partir desse ensinamento?
Penso que umas das lições é entendermos que não somos diferentes de ninguém. Nem melhores nem piores, mas absolutamente iguais. Não, logicamente, iguais sob os aspectos físicos, econômicos, sociais..., mas em essência! Somos todos frutos da mesma árvore. Somos oriundos da mesma fonte.
Outra conclusão é a de que nós e todos os demais estamos absolutamente unidos por esforço divino e não há nada que possamos fazer para modificar isso. Portanto, é inócua toda tentativa de acharmos que somos diferentes.
É preciso que compreendamos que é nossa mente que rompe e divide para poder compreender, porque não vê a essência de toda a criação que é Una. Essa separatividade que nos dá a sensação de diferenciação é apenas ilusão de nossa personalidade mal formada.
A essência divina que existe em nós, existe em tudo e em todos os que estão ao nosso redor. Assim, não há diferenciação.
Esse entendimento faz com que compreendamos que assim como temos nossas posições, outras pessoas têm as delas e nenhuma é melhor do que a outra.
Faz com que percebamos que a competição é destrutiva e ao ser humano nos cabe colaborarmos uns com os outros, assim como os dedos das mãos, pois ninguém chegará a lugar nenhum sozinho.
Faz com que entendamos que a tristeza, a desilusão, o medo que causamos no outro estamos causando em nós mesmos. E contrário senso, toda felicidade que semeamos é também em nosso próprio beneficio.
Faz com que creiamos que assim como estamos trabalhando em beneficio de nossa própria evolução, todos estão fazendo o mesmo, cada um em seu nível, no seu tempo e com seu grau de consciência.
Faz com que entendamos que nossas conquistas são importantes, bem como as conquistas de toda a humanidade!
Faz com que compreendamos que a pedra, a planta e o animal são tão importantes quanto o homem e que cada um tem o seu lugar na natureza. Faz com que apreendamos que nenhum desses elementos está á disposição do homem, mas estão todos em processo de evolução.
Faz com que saibamos que, do grão de areia à galáxia, tudo possui a mesma essência divina. A diferença está apenas na potência de manifestação da divindade.
Essas convicções nos posicionam diante da vida de forma mais empática e nos levam a entender e respeitar nossos companheiros de caminhada; de forma mais humilde, pois vemos que somos tão importantes quanto qualquer outro elemento da criação e, consequentemente, de forma menos prepotente, uma vez que concluímos acerca da relatividade de tudo o que fazemos, pensamos, sentimos...
Faz com que “aterrissemos” e percebamos a inadequação de nossas críticas e de nossos julgamentos, de nossos “ataques de estrelismos”, de nossas “verdades absolutas”...

Enfim, nos posicionam como verdadeiros seres humanos, levando-nos ao entendimento de que eu, você e toda a humanidade somos um!

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